MPF denuncia 15 por fraude em obra de centro de pesquisa

O MPF denunciou 15 pessoas por suposto envolvimento em irregularidades na construção do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras, no Rio; entre os denunciados estão o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, e executivos de empreiteiras; segundo o MPF, o Consórcio Novo Cenpes pagou R$ 20 milhões em propina para conseguir o contrato para execução das obras do Centro de Pesquisa de Petrobras; a irregularidade ocorreu entre 2007 e 2012; a lavagem de dinheiro chega a R$ 7,5 milhões, de acordo com as investigações.

O MPF denunciou 15 pessoas por suposto envolvimento em irregularidades na construção do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras, no Rio; entre os denunciados estão o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, e executivos de empreiteiras; segundo o MPF, o Consórcio Novo Cenpes pagou R$ 20 milhões em propina para conseguir o contrato para execução das obras do Centro de Pesquisa de Petrobras; a irregularidade ocorreu entre 2007 e 2012; a lavagem de dinheiro chega a R$ 7,5 milhões, de acordo com as investigações.
O MPF denunciou 15 pessoas por suposto envolvimento em irregularidades na construção do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras, no Rio; entre os denunciados estão o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, e executivos de empreiteiras; segundo o MPF, o Consórcio Novo Cenpes pagou R$ 20 milhões em propina para conseguir o contrato para execução das obras do Centro de Pesquisa de Petrobras; a irregularidade ocorreu entre 2007 e 2012; a lavagem de dinheiro chega a R$ 7,5 milhões, de acordo com as investigações. (Foto: Leonardo Lucena)


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Paraná 247 - O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 15 pessoas por suposto envolvimento em irregularidades na construção do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras, no Rio de Janeiro. Entre os denunciados estão o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, e executivos de empreiteiras.

As obras foram o foco da 31ª fase da Operação Lava Jato, desencadeada em julho deste ano. Segundo o MPF, o Consórcio Novo Cenpes pagou R$ 20 milhões em propina para conseguir o contrato para execução das obras do Centro de Pesquisa de Petrobras. A irregularidade ocorreu entre 2007 e 2012. O contrato firmado estava inicialmente previsto no valor de cerca de R$ $ 850 milhões, entretanto, depois de sucessivos aditivos, superou o montante consolidado de R$ 1 bilhão.

A lavagem de dinheiro chega a R$ 7,5 milhões, de acordo com as investigações. As transações ilícitas no exterior, por meio de offshores, atingiram o montante de US$ 711 mil; e foram identificados mais de R$ 300 mil em depósito cujos beneficiados foram indicados pelo ex-tesoureiro, segundo a PF e o MPF.
 
O consórcio era composto pela OAS, Construbase Engenharia, Carioca Engenharia, Schahin Engenharia e Construcap CCPS Engenharia. OAS e Shahin Engenharia já eram investigadas pela Lava Jato.
 
Veja a lista dos denunciados:
 
Agenor Franklin Magalhães Medeiros - OAS
Adir Assad - empresário e doleiro
Alexandre Correia de Oliveira Romano - ex-vereador do Partido dos Trabalhadores (PT)
Erasto Messias da Silva Júnior -  Construtora Ferreira Guedes
Edison Freire Coutinho-  Grupo Schahin
Genésio Schiavinato Júnior - Construbase
José Antônio Marsílio Schwarz - Grupo Schahin
José Aldemário Pinheiro Filho (Léo Pinheiro) - ex-presidente da OAS
Paulo Adalberto Alves Ferreira - ex-tesoureiro do PT
Renato de Souza Duque - ex-diretor de Serviços da Petrobras
Roberto Ribeiro Capobianco - Construcap
Ricardo Pernambuco Backheuser Júnior - Carioca Engenharia
Ricardo Backheuser Pernambuco - Carioca Engenharia
Rodrigo Morales - operador
Roberto Trombeta - contador

Outro lado

Alguns advogados se pronunciaram e os relatos foram publicados no G1. Daniel Casagrande, advogado que representa Alexandre Romano, disse que o ex-vereador é colaborador da força-tarefa da Lava Jato e que ele vai ratificar todas as declarações que deu. “Assim como ele contribuiu para o oferecimento da denúncia, vai contribuir para a tramitação do processo”, afirmou Casagrande.

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O advogado Roberto Brzezinski, que defende Renato Duque, disse que vai se manifestar apenas quando for notificado.

Edward de Carvalho, advogado de Léo Pinheiro e de Agenor Franklin Magalhães Medeiros, disse que não vai se pronunciar sobre a denúncia.

O advogado Miguel Pereira Neto, defensor de Adir Assad, afirmou que ainda não teve acesso à denúncia e, por essee motivo, não iria se manifestar.

O PT negou as acusações. "O PT refuta as ilações apresentadas. Todas as operações financeiras foram realizadas estritamente dentro dos parâmetros legais e posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral.”

A defesa de José Antônio Marsílio Schwarz e de Edison Freire Coutinho disse que se manifestará apenas nos autos.

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O advogado Gustavo de Oliveira Ribeiro Medeiros, defensor de Roberto Ribeiro Capobianco, disse estar tomando conhecimento do teor da denúncia e que não irá se manifestar no momento.

 

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