MP e TCE investigam compra de respiradores pelo governo João Doria

O governo paulista fechou o negócio com a empresa Hitchens, que tem sede na Flórida (EUA). A companhia fez a proposta de entregar, inicialmente, 500 respiradores por semana, importados da China, com um adiantamento de 30% do valor total do contrato

(Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)


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247 - O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e o Tribunal de Contas do Estado investigam eventuais irregularidades na compra sem licitação de 3.000 respiradores pelo governo João Doria (PSDB) durante a atual crise da pandemia do coronavírus. Os aparelhos custaram R$ 567 milhões para os cofres de São Paulo.

De acordo com informação publicada pela Record TV, o Executivo estadual fechou o negócio com a empresa Hitchens, que tem sede na Flórida (Estados Unidos). A companhia fez a proposta de entregar, inicialmente, 500 respiradores por semana, importados da China, com um adiantamento de 30% do valor total do contrato. 

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O dono da empresa é o brasileiro Pedro Alberto Moreira Leite. O negócio entre Hitchens e o governo paulista na gestão João Doria foi intermediado por Basile Pantazis, que se apresenta como consultor da companhia no Brasil. 

O governo de São Paulo fechou negócio com a empresa no dia 13 de abril do ano passado e, dois dias depois, foram depositados US$ 13 milhões para a empresa. A primeira grande remessa não chegou ao Brasil na data combinada e a Secretaria de Saúde notificou a Hitchens no dia 5 de maio para explicar o atraso.

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Vinte dias após a notificação, o governo Doria pediu a restituição da quantia depositada, que já chegava a R$ 250 milhões, por 1280 respiradores. A empresa respondeu que não seria mais possível devolver o dinheiro, alegando que parte do valor já estava com os fabricantes chineses.

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