MP diz que vítima foi arrastada de lugar para mudar cena do crime na Chacina do Jacarezinho

O MPRJ denunciou dois policiais civis pelos crimes de homicídio e fraude processual. Omar Pereira da Silva, homem negro de 21 anos, foi arrastado para alterar a cena do crime, que ocorreu quando a vítima estava encurralada em um dormitório infantil, desarmada e já baleada no pé

Policiais carregam corpo durante operação na favela do Jacarezinho 06/05/2021
Policiais carregam corpo durante operação na favela do Jacarezinho 06/05/2021 (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)


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247 - Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Omar Pereira da Silva, uma das vítimas da chacina da polícia no Jacarezinho em maio deste ano, foi arrastado por policiais do local onde foi baleado, num quarto infantil, para alterar a cena do crime.

A perícia não encontrou armas ou vestígios de conflito no local, desmentindo a tese de que haveria tido enfrentamento. Como denunciaram várias organizações de Direitos Humanos, após os acontecimentos, as mortes foram execuções a sangue frio.

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O MPRJ denunciou dois policiais civis pelos crimes de homicídio e fraude processual. Omar, homem negro de 21 anos, foi arrastado para alterar a cena do crime, que ocorreu quando a vítima estava encurralada em um dormitório infantil, desarmada e já baleada no pé. 

A força-tarefa afirma que os policiais retiraram o cadáver do local antes da perícia e inseriram uma granada na cena do crime.

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