MP denuncia agressores de menor acorrentado no Rio

O MP-RJ denunciou e requer a prisão preventiva dos quatro homens que participaram, em fevereiro deste ano, da agressão a três adolescentes no Aterro do Flamengo, em que um deles foi amarrado a um poste; segundo o documento encaminhado à Justiça, "os quatro denunciados se associaram com outros indivíduos, com objetivo específico de praticar crimes movidos por um sentimento de 'vingança privada'"; eles deverão responder pelos crimes de cárcere privado, lesão corporal e formação de quadrilha

O MP-RJ denunciou e requer a prisão preventiva dos quatro homens que participaram, em fevereiro deste ano, da agressão a três adolescentes no Aterro do Flamengo, em que um deles foi amarrado a um poste; segundo o documento encaminhado à Justiça, "os quatro denunciados se associaram com outros indivíduos, com objetivo específico de praticar crimes movidos por um sentimento de 'vingança privada'"; eles deverão responder pelos crimes de cárcere privado, lesão corporal e formação de quadrilha
O MP-RJ denunciou e requer a prisão preventiva dos quatro homens que participaram, em fevereiro deste ano, da agressão a três adolescentes no Aterro do Flamengo, em que um deles foi amarrado a um poste; segundo o documento encaminhado à Justiça, "os quatro denunciados se associaram com outros indivíduos, com objetivo específico de praticar crimes movidos por um sentimento de 'vingança privada'"; eles deverão responder pelos crimes de cárcere privado, lesão corporal e formação de quadrilha (Foto: Leonardo Lucena)


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Jornal do Brasil - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou quatro homens que participaram da agressão a três adolescentes, em fevereiro deste ano, no Aterro do Flamengo, em que um deles amarrado a um poste da Avenida Oswaldo Cruz. A 5ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal requer a a prisão preventiva dos acusados. O documento foi encaminhado à 36ª Vara Criminal da Capital, nesta quarta-feira (10).

Eles deverão responder pelos crimes de cárcere privado, lesão corporal e formação de quadrilha. De acordo com a denúncia, João Victor Andrade de Moraes, Raphael Silva Fernandes dos Santos, Yuri Nogueira Maimone e Leonardo Bollinger Scherer, no dia 31 de janeiro, por volta das 22 horas, fizeram parte do grupo de cerca de 20 pessoas que cercaram os três menores, próximo ao monumento a Estácio de Sá. O grupo chegou em aproximadamente 15 motocicletas, portando capacetes, tacos de baseball e correntes, usados para agredir os menores. Um indivíduo também portava uma arma de fogo.

As investigações demonstraram que João Victor golpeou um dos menores no rosto com um capacete e Raphael golpeou a vítima com uma corrente. Em razão das agressões, o menor de 15 anos desfaleceu e foi levado ao local onde foi preso ao poste, completamente despido, com um instrumento conhecido como "tranca volante". "Os quatro denunciados participaram dessa ação, não realizando os atos materiais para prender e despir a vítima, mas prestando auxílio moral e material, já que ficaram nas proximidades vigiando a localidade com o intuito de garantir o êxito da empreitada, juntamente com os demais indivíduos não identificados", aponta trecho da denúncia.

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As outras duas vítimas conseguiram fugir, sendo perseguidas por parte do grupo. Uma delas correu até a Rua Senador Vergueiro, onde continuou a ser agredida até a intervenção de uma testemunha. A outra correu pela Praia do Flamengo, tentando se abrigar em um edifício. Localizada pelos agressores, a vítima voltou a ser espancada com golpes de capacete, socos e chutes até conseguir fugir novamente.

Segundo o documento encaminhado à Justiça, "os quatro denunciados se associaram com outros indivíduos, com objetivo específico de praticar crimes movidos por um sentimento de 'vingança privada', posto que entendiam que não estavam sendo devidamente protegidos pelas autoridades estatais, assim, se organizaram para patrulhar os bairros de Laranjeiras, Catete e Flamengo, 'punindo' verbal ou fisicamente aqueles que julgavam estar praticando crimes, utilizando armas brancas (correntes e tacos de baseball, ou qualquer outro instrumento que possuíssem, como capacetes) e arma de fogo para a prática delituosa. Os próprios indiciados afirmam estar associados naquele sentido".

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