Movimentos cobrarão medidas da Prefeitura de SP após a capital ficar em estado de atenção por conta das chuvas

Manifestantes querem uma política pública de prevenção das enchentes e medidas de apoio a pessoas atingidas, especialmente em áreas de riscos e sujeitas as enchentes

(Foto: Reprodução (TV Cultura/Youtube))


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247 - O Movimento dos Atingidos por Barragens, a Central de Movimentos Populares e a União dos Movimentos de Moradia, farão nesta terça-feira (14) um ato em frente a prefeitura de São Paulo contra as enchentes e por direitos das populações atingidas. A concentração foi marcada para começar àse 10h30, na praça do Patriarca. Manifestantes vão cobrar da prefeitura de São Paulo uma política pública de prevenção das enchentes e medidas de apoio a pessoas atingidas, especialmente as que habitam em áreas de riscos e sujeitas as enchentes. 

Em nota, as três entidades afirmaram que vão "exigir da prefeitura de São Paulo um conjunto de  medidas como: a) um plano de contingência para todas as áreas de risco, bem como reparação total das perdas materiais; b) construção de moradias para a famílias que perderem suas casas por acusa das enchentes e inundações; c) agilizar a concessão de isenção do IPTU para as famílias atingidas; d) execução de todo o orçamento previsto para prevenção de enchentes".

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"A cidade de São Paulo está completamente vulnerabilizada diante dos eventos extremos, principalmente as comunidades de baixa renda". "A especulação imobiliária,  desigualdade social, ausência de uma política urbana e habitacional que priorize as camadas empobrecidas, somado ao racismo ambiental segue produzindo tragédias, principalmente entre pessoas pretas, mulheres e crianças que vivem nos territórios mais expostos aos efeitos provocados pelas enchentes".

Estatísticas

De acordo com as instituições, a capital paulista tem atualmente 181 mil moradias em áreas de risco, o que representa cerca de 700 mil pessoas. A Defesa Civil monitora 480 áreas em toda a cidade. 

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A promotoria de habitação apresentou ao Tribunal de Contas do Município (TCM) estudo apontando que de 2014 a 2021 a prefeitura deixou de executar 3,4 bilhões de reais previsto para obras de prevenção das enchentes. No ano passado o prefeito Ricardo Nunes gastou apenas R$ 474 milhões dos R$ 937 milhões previsto no orçamento, ou seja, 48% do total.

"Nós dos movimentos populares não podemos ficar parados diante dessa tragédia que tem causado enchentes, inundações, perda de vida, moradias e muitos outros bens materiais".

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