Movimentos cobrarão medidas da Prefeitura de SP após a capital ficar em estado de atenção por conta das chuvas
Manifestantes querem uma política pública de prevenção das enchentes e medidas de apoio a pessoas atingidas, especialmente em áreas de riscos e sujeitas as enchentes

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247 - O Movimento dos Atingidos por Barragens, a Central de Movimentos Populares e a União dos Movimentos de Moradia, farão nesta terça-feira (14) um ato em frente a prefeitura de São Paulo contra as enchentes e por direitos das populações atingidas. A concentração foi marcada para começar àse 10h30, na praça do Patriarca. Manifestantes vão cobrar da prefeitura de São Paulo uma política pública de prevenção das enchentes e medidas de apoio a pessoas atingidas, especialmente as que habitam em áreas de riscos e sujeitas as enchentes.
Em nota, as três entidades afirmaram que vão "exigir da prefeitura de São Paulo um conjunto de medidas como: a) um plano de contingência para todas as áreas de risco, bem como reparação total das perdas materiais; b) construção de moradias para a famílias que perderem suas casas por acusa das enchentes e inundações; c) agilizar a concessão de isenção do IPTU para as famílias atingidas; d) execução de todo o orçamento previsto para prevenção de enchentes".
"A cidade de São Paulo está completamente vulnerabilizada diante dos eventos extremos, principalmente as comunidades de baixa renda". "A especulação imobiliária, desigualdade social, ausência de uma política urbana e habitacional que priorize as camadas empobrecidas, somado ao racismo ambiental segue produzindo tragédias, principalmente entre pessoas pretas, mulheres e crianças que vivem nos territórios mais expostos aos efeitos provocados pelas enchentes".
Estatísticas
De acordo com as instituições, a capital paulista tem atualmente 181 mil moradias em áreas de risco, o que representa cerca de 700 mil pessoas. A Defesa Civil monitora 480 áreas em toda a cidade.
A promotoria de habitação apresentou ao Tribunal de Contas do Município (TCM) estudo apontando que de 2014 a 2021 a prefeitura deixou de executar 3,4 bilhões de reais previsto para obras de prevenção das enchentes. No ano passado o prefeito Ricardo Nunes gastou apenas R$ 474 milhões dos R$ 937 milhões previsto no orçamento, ou seja, 48% do total.
"Nós dos movimentos populares não podemos ficar parados diante dessa tragédia que tem causado enchentes, inundações, perda de vida, moradias e muitos outros bens materiais".
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