Mortes em fila de espera por UTIs se multiplicam no interior paulista
Para conter a disseminação do coronavírus, 23 cidades das regiões de Ribeirão Preto e Franca decretaram nos últimos dias medidas muito restritivas, 11 delas com lockdowns e cinco com restrições severas
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247 - A cada dia mais cidades do interior de São Paulo passaram a decretar o lockdown, para conter disseminação do coronavírus. Nas regiões de Ribeirão Preto e Franca, pessoas estão morrendo em leitos de pronto-socorros ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA) enquanto esperam a abertura de uma vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, 23 cidades nas duas regiões decretaram nos últimos dias medidas muito restritivas, 11 delas com lockdowns e cinco com restrições severas.
Em Franca, que iniciou lockdown nessa quinta (27), 50 pacientes estão no pronto-socorro Álvaro Azzuz, 24 deles esperando por uma vaga em UTI e nove estão intubados. Ao menos sete já morreram no local aguardando leitos.
Em Batatais, um homem morreu na UPA depois de ficar quatro dias esperando transferência para algum hospital. Ainda segundo a reportagem, 12 municípios do interior paulista têm menos de 20 mil habitantes e adotaram restrições por não terem leitos de UTI ou não terem condições de transferir pacientes para outras localidades. É o caso de Brodowski, que tem só 20 leitos de enfermaria, todos ocupados e com três pacientes intubados. As alternativas são enviar os pacientes para Batatais (10 km) ou para Ribeirão Preto (24 km), mas a primeira não tem vagas livres em UTI há mais de dois meses e a segunda opera com rede pública no limite.
“Temos pessoas morrendo porque não abrem vagas nem em enfermarias, muito menos em UTI na região de Ribeirão Preto. A situação é caótica”, disse o prefeito José Luiz Perez (PSDB).
O chefe do Executivo municipal anunciou medidas válidas de sexta (28) a 6 de junho que incluem fechamento da cidade com barreiras sanitárias, aferição de temperatura e blitze com equipes da Polícia Militar, além do suporte de agentes comunitários e fiscais. “Nós não temos onde colocar mais as pessoas, de tanta gente infectada em nosso município”.
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