Ministro da Saúde reconheceu falta de vacina da Pfizer em SP
Logo após São Paulo se queixar da falta das vacinas, no dia 3, o governo federal disse que havia ocorrido uma compensação devido à retirada maior do imunizante Coronavac pelos paulistas em outros meses, o que a gestão estadual negou
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247 - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reconheceu em uma reunião com emissários do governo de São Paulo que havia falta de vacinas da Pfizer contra Covid-19 no estado. E sugeriu um encaminhamento para o problema. A reportagem é do jornal Folha de S.Paulo.
"Se tiver D2 [segunda dose, no jargão da saúde] estocada, da Pfizer, podia usar pra D1 [primeira dose], entendeu?", afirmou o ministro na sexta retrasada (6), num encontro em Brasília com o secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, e técnicos.
A reportagem teve acesso ao trecho do vídeo da reunião em que Queiroga faz a sugestão. Dois dias depois daquele encontro, o ministro alegou que havia uma "divergência de cálculo" entre a pasta e o estado, que reclamava a entrega de 228 mil doses do fármaco. Esse lote equivale a 50% da remessa que São Paulo esperava receber naquela semana do imunizante, essencial para sua estratégia de vacinar jovens de 12 a 17 anos a partir de 18 de agosto. Só a vacina da fabricante americana e sua parceira alemã BioNTech é autorizada para essa faixa etária.
A reportagem ainda ressalta que, além disso, começou há pouco a vacinação da segunda dose da Pfizer no estado, três meses após a primeira. O fármaco demorou para chegar ao Programa Nacional de Imunização pela novela de protelações esmiuçada pela CPI da Covid.
Ou seja, a sugestão de Queiroga ainda ameaçaria a disponibilidade de vacinas para essas pessoas. Ela também vai contra a orientação geral do próprio ministério, que é a de manter os esquemas vacinais intactos —e tirar da D2 para dar à D1, dada o cobertor curto de fornecimento de imunizantes, implicaria risco.
Logo após São Paulo se queixar da falta das vacinas, no dia 3, o governo federal disse que havia ocorrido uma compensação devido à retirada maior do imunizante Coronavac pelos paulistas em outros meses, o que a gestão estadual negou.
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