Ministério Público recusa delação premiada da viúva do miliciano Adriano da Nóbrega

Para os promotores, a delação continha inconsistências, agravadas pelo fato de que Júlia não assumiu os crimes que a levaram à prisão

Júlia Lotufo com Adriano da Nóbrega
Júlia Lotufo com Adriano da Nóbrega (Foto: Reprodução)


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247 - O Ministério Público do Rio rejeitou a delação premiada proposta pela defesa de Júlia Lotufo, viúva do ex-capitão da PM e miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega. 

Para os promotores, a delação continha inconsistências, agravadas pelo fato de que Júlia não assumiu os crimes que a levaram à prisão no ano passado, entre os quais lavagem de dinheiro da quadrilha liderada pelo ex-companheiro.

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A viúva de Adriano da Nobrega pretendia reduzir a sua pena e obter autorização judicial para morar em Portugal. Ela alega sofrer ameaças das pessoas que citou nos anexos da colaboração. 

O Ministério Público considera que a viúva do miliciano como peça fundamental para esclarecer o tamanho do patrimônio adquirido pelo ex-policial do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

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De acordo com as investigações, Júlia controlava a contabilidade de Adriano. Os integrantes da quadrilha prestavam contas sobre os rendimentos, vendas de gado e gestão do haras de Adriano à Júlia. "Júlia era mais que companheira de Adriano da Nóbrega era cúmplice em seus escusos negócios, companheira de crime", disse o MP-RJ.

Julia está em prisão domiciliar desde abril do ano passado. Agora, com a posição do MP, e como o Ministério Público Federal (MPF) já havia manifestado desinteresse na delação, resta a Júlia reapresentar uma nova delação com fatos mais convincentes.

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 O Gaeco se ressentiu de provas de corroboração e, especialmente, de informações sobre a quadrilha de Adriano, apontado com chefe do "Escritório do Crime" e sócio de milicianos na exploração de aluguéis e outras fontes de renda ilícita em Rio das Pedras.

Apesar de Júlia alegar ter pistas sobre os mandantes do Caso Marielle, as promotoras e o então titular da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), Moysés Santana, foram afastados da negociação sobre a delação.

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