Miller 'soube pela imprensa' de pedido de prisão
O ex-procurador da República Marcello Miler prestou depoimento nessa sexta-feira, 8, por cerca de 10 horas à Procuradoria Regional da República da 2ª Região, no centro do Rio de Janeiro; na saída do depoimento, seu advogado, André Perecmanis, afirmou que o pedido de prisão de seu cliente, apresentado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, "causa espécie e indignação"; mas ressaltou que ainda não havia sido informado oficialmente sobre o pedido: "Soube pela imprensa", disse, ao sair do prédio do Ministério Público Federal; ele é suspeito de ter facilitado o acordo de delação premiada da JBS quanto era auxiliar do procurador-geral da República, Rodrigo Janot
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247 - O ex-procurador da República Marcello Miler prestou depoimento nessa sexta-feira, 8, por cerca de 10 horas à Procuradoria Regional da República da 2ª Região, no centro do Rio de Janeiro.
Na saída do depoimento, seu advogado, André Perecmanis, afirmou que o pedido de prisão de seu cliente, apresentado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, "causa espécie e indignação". Mas ressaltou que ainda não havia sido informado oficialmente sobre o pedido: "Soube pela imprensa", disse, ao sair do prédio do Ministério Público Federal.
O depoimento de Miller começou às 15h30 de sexta-feira, 8 e terminou por volta de 0h30 deste sábado, 9. Ele foi interrogado por um procurador regional da República designado pela equipe do procurador-geral da República. Miller saiu do prédio, acompanhado por seus dois advogados, à 0h54. Ele não falou com a imprensa, que só pode fazer perguntas a seu advogado.
A investigação feita pelo Ministério Público Federal pode levar à revisão do acordo de delação premiada obtido pelos executivos da JBS, após a divulgação da gravação de uma conversa entre Joesley Batista, um dos donos da J&F, e Ricardo Saud, executivo do grupo, que prestaram depoimento na quinta-feira, em Brasília. Numa conversa, aparentemente gravada por acidente, os dois citam Miller como um contato dentro da Procuradoria Geral da República que facilitaria o esquema da delação.
Miller integrou a força-tarefa da Operação Lava Janto e atuou nas delações do ex-senador Delcídio do Amaral e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Ele deixou a Procuradoria em julho de 2016 para trabalhar em um escritório de advocacia que logo depois foi contratado pelo grupo J&F para fechar o acordo de leniência com a Ministério Público Federal.
As informações são do jornal Estado de S. Paulo.
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