Milhares de entregadores de aplicativos fazem protesto em São Paulo
Trabalhadores percorreram as principais avenidas da cidade em grande mobilização contra a exploração imposta por empresas como iFood, Loggi e Rappi
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André Rossi, RBA - Milhares de entregadores de aplicativos fizeram uma mobilização nesta sexta-feira (16) pelas principais ruas e avenidas de São Paulo. O protesto de motoboys foi contra a exploração imposta por empresas como iFood, Loggi e Rappi. Conduzindo suas motos, eles protestaram contra a baixa remuneração e a falta de condições dignas de trabalho. A categoria também reivindica prioridade no Plano Nacional de Imunização (PNI), que determina a ordem de vacinação contra a covid-19.
De acordo com os organizadores, os entregadores ganham geralmente R$ 0,85 por quilômetro rodado. Eles explicam que começam o dia colocando R$ 30 de combustível e, por vezes, não conseguem nem receber R$ 15 pelas entregas feitas. Acrescentam que todo o custo com alimentação e manutenção com as motos e os celulares ficam por conta do trabalhador. Diante disso, reclamam que os rendimentos mensais raramente ultrapassam os R$ 3 mil. De acordo com estudo do Dieese, a remuneração média da categoria é de R$ 1.325.
Como estão na rua e fazendo contato constantemente com diversas pessoas, o protesto de motoboys cobrou fornecimento de equipamentos de segurança como álcool gel e máscaras para proteção contra a covid-19. Além disso, por entenderem fazer uma atividade essencial, exigem prioridade na política de imunização contra a doença. Ainda no quesito segurança, reclamam das regras que punem por atraso nas entregas, o que força os motociclistas a correr pelas ruas e avenidas da cidade. Se não entregarem no horário definido, além de não ganharem, ficam uma hora parados.
Franca ascensão
A dependência de brasileiros de fontes de renda ligadas a aplicativos de entrega está em franca ascensão, de acordo com levantamento do Instituto Locomotiva divulgado pela revista IstoÉ Dinheiro. Esses trabalhadores representam atualmente contingente de R$ 32,4 milhões, ou cerca de 20% da população economicamente ativa. Em fevereiro do ano passado, o índice era de 13%.
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