Meirelles: cassação de Pezão não deve afetar acordo com Rio

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o acordo da União com o Rio de Janeiro para reequilibrar as contas do estado não deve ser afetado pela decisão do TRE-RJ de cassar os mandatos do governador Luiz Fernando de Souza Pezão e do vice-governador Francisco Dornelles; o ministro acrescentou que o acordo é “superior às pessoas”; “É um acordo entre a União e o estado do Rio de Janeiro”, destacou Meirelles 

Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante coletiva no Palácio do Planalto, anunciou o déficit primário para o próximo ano em R$ 139 bilhões (Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante coletiva no Palácio do Planalto, anunciou o déficit primário para o próximo ano em R$ 139 bilhões (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)


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Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira (9) que o acordo da União com o Rio de Janeiro para reequilibrar as contas do estado não deve ser afetado pela decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro de cassar os mandatos do governador Luiz Fernando de Souza Pezão e do vice-governador Francisco Dornelles.

Segundo o TRE, os mandatos foram cassados por abuso de poder econômico e político e, por isso, Pezão e Dornelles estão inelegíveis por oito anos. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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“O governador tem direito de fazer um recurso. No curto prazo, não há grande alteração. Vamos esperar as decisões dos tribunais superiores”, disse Meirelles. O ministro acrescentou que o acordo é “superior às pessoas”. “É um acordo entre a União e o estado do Rio de Janeiro”, destacou Meirelles em entrevista após participar do evento Caixa 2017, em Brasília.

Audiência de conciliação

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Na próxima segunda-feira (13), haverá uma audiência de conciliação com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux para decidir sobre o pedido feito pelo governo do Rio para acelerar o acordo assinado com a União e receber ajuda financeira. Meirelles disse que a decisão de antecipar o acordo cabe ao tribunal. O ministro acrescentou que o importante é que, se houver antecipação, que seja integral, ou seja, não só no que diz respeito à possibilidade de o estado tomar crédito, mas também que sejam adotadas as medidas de redução de despesas e aumento de receitas para fechar as contas.

Para sanar um déficit que deve chegar a R$ 26,132 bilhões em 2017, o estado vai receber o aval do governo federal para tomar dois empréstimos de cerca de R$ 6,5 bilhões, tendo como garantias a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) e uma antecipação de receitas de royalties do petróleo.

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