Médica que negou atendimento nega ser responsável por morte de bebê
Em depoimento nesta segunda-feira 12 na 16ª Delegacia de Polícia, zona oeste do Rio, a médica Haydee Marques da Silva declarou que não tinha capacidade técnica de lidar com o problema do bebê, por isso se recusou a atendê-lo; "Não estou arrependida porque não fiz nada fora do código de ética médico. Estou triste e abalada pelo fato de a criança ter morrido, mas não fiz nada de errado. Pedi outra unidade para atendê-la. A morte não é minha responsabilidade", afirmou
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Rio 247 - Em depoimento prestado nesta segunda-feira 12 na 16ª Delegacia de Polícia, zona oeste do Rio, a médica Haydee Marques da Silva afirmou não se sentir responsável pela morte do bebê de 1 ano e 7 meses que negou atendimento, e que faleceu uma hora depois que a ambulância deixou o local.
Ela declarou que não tinha capacidade técnica para lidar com o problema do bebê, por isso se recusou a atendê-lo. "Não estou arrependida porque não fiz nada fora do código de ética médico. Estou triste e abalada pelo fato de a criança ter morrido, mas não fiz nada de errado. Pedi outra unidade para atendê-la. A morte não é minha responsabilidade", afirmou.
"Não sou pediatra, era um bebê com uma síndrome que nem sei de que se trata. Quando há urgência, risco de vida, atendo, mas nesse caso não havia risco de vida, a classificação de risco não foi de urgência, então eu pedi que enviassem outra ambulância", disse ainda.
Leia mais na reportagem da Agência Brasil:
Médica que negou atendimento a bebê presta depoimento em delegacia
Flávia Villela - A médica Haydee Marques da Silva, que negou socorro ao bebê Breno Rodrigues Duarte um bebê, de 1 ano e 7 meses, prestou depoimento hoje (12) na 16ª Delegacia de Polícia, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Na entrada da delegacia, ela informou que não falaria com a imprensa, pois já havia se pronunciado sobre o caso em entrevista ao Jornal Extra ontem.
Breno morreu na quarta-feira passada (7), uma hora e meia após a médica deixar o condomínio onde a criança morava sem prestar atendimento. A recusa foi testemunhada pelo motorista da ambulância que levou a médica ao local.
Na entrevista ao jornal Extra, a médica afirmou que o ocorrido não foi omissão de socorro, já que não era um caso grave. Ela também alegou que estava muito estressada e sem condições psicológicas para atender. Também disse que não era pediatra nem neurologista para se responsabilizar pela criança, que era muito pequena e com quadro neurológico grave.
As câmeras de segurança do prédio mostram que a ambulância chegou ao local por volta 9h. A médica aparece nas imagens dentro do veículo, rasgando papéis e indo embora sem descer do carro. Breno morreu às 10h26, antes que a segunda ambulância chegasse ao endereço.
A delegada responsável pelo caso, Isabelle Ponti, informou que a médica responde, por enquanto, por homicídio culposo com aumento de pena por inobservância de regra técnica da profissão.
O advogado que representa a família do menino, Gilson Moreira, também presente na delegacia, disse que a médica sabia que o quadro da criança era grave, já que a equipe, que iria inicialmente para a Penha, foi deslocada para a Barra da Tijuca por conta da gravidade do quadro do bebê.
“Ela chegou na porta do condomínio, sabia que o caso era muito grave e se negou a sair da ambulância. Isso configura o descaso, a falta de humanidade e de profissionalismo. Um médico não pode se negar a prestar atendimento e socorro”, disse ele.
Gilson Moreira informou que pedirá a cassação do registro profissional por parte do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), que já abriu sindicância para apurar a conduta da médica.
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