Match também é suspeita de superfaturar diárias
Se já não bastasse o envolvimento na Máfia dos Ingressos, a Match Service, contratada pela Fifa para vender bilhetes e pacotes de hospedagem para a Copa do Mundo, também é suspeita de ter superfaturado o preço de diárias de hotéis nas 12 cidades-sede do Mundial; No ano passado, a empresa ofereceu pacotes de hospedagem para o período dos jogos com ágio de até 50%; como consequência, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou um inquérito administrativo; oO Ministério Público Federal também investiga o caso
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Rio 247 – Se já não bastasse o envolvimento na Máfia dos Ingressos, a Match Service, contratada pela Fifa para vender bilhetes e pacotes de hospedagem para a Copa do Mundo, também é suspeita de ter superfaturado o preço de diárias de hotéis nas 12 cidades-sede do Mundial. No ano passado, a empresa ofereceu pacotes de hospedagem para o período dos jogos com ágio de até 50%. Como consequência, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou um inquérito administrativo. O Ministério Público Federal também investiga o caso.
A Match atua sob um monopólio. Só no Rio de Janeiro, cerca de 80% dos quartos de hotéis de quatro e cinco estrelas foram reservados pela empresa. Em todo o Brasil, a empresa teria firmado contratos com 929 hotéis brasileiros. O procurador Frederico Paiva, da Procuradoria da República no Distrito Federal, afirma que a base para sua investigação surgiu depois de o procurador analisar os contratos que a Match firmou com os hotéis.
"Entendi que o contrato possibilitava a venda casada. Fora isso, a taxa de 30% cobrada era muito superior à cobrada pelas demais agências de turismo, que gira em torno de 5%. Pedi uma investigação ao Cade, que instaurou inquérito administrativo. Até hoje não tive retorno do resultado do inquérito do Cade", esclareceu, em entrevista ao jornal O Globo. O inquérito foi instaurado em agosto de 2013.
O procurador afirmou que tentou obter, legalmente, dados sobre a atividade da Match no Brasil, mas, de acordo com ele, a Fifa disse "que não poderia fornecer os dados". "Posso dizer que encontramos muitas dificuldades para ter acesso aos dados, pela absoluta falta de transparência tanto da Fifa como da Match, que nunca enviaram os dados solicitados, como a quantidade de ingressos que seriam vendidos durante o Mundial", acrescentou.
Outro lado
O secretário estadual de Turismo do Rio, Cláudio Magnavita, disse que ficou provado que a grande vilã da história foi a Match Services. "A Match reservava vagas nos hotéis por um preço e cobrava o triplo do seu cliente. Na época, os preços acabaram disparando em todo o país. Ficamos com um legado amargo: consolidou-se a imagem de um país caro para o turista estrangeiro", disparou.
A Embratur não quis falar sobre o assunto e disse apenas que o debate sobre as tarifas hoteleiras teve como consequência a criação do Comitê Interministerial para Acompanhamento de Preços na Copa, liderado pela Secretaria Nacional de Direito do Consumidor, do Ministério da Justiça. Em nota, a empresa diz que, "desde então, é o órgão que vem se pronunciando sobre o assunto".
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