Massacre de Realengo: os 10 anos do ataque a escola que deixou 12 adolescentes mortos e chocou o Brasil
Há exatos 10 anos, 12 adolescentes foram assassinados dentro de uma escola no bairro de Realengo, na Zona Norte do Rio
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247 - Há exatos 10 anos, no dia 07/04/2011, o crime bárbaro chocou o Brasil: 12 adolescentes, com idades entre 13 e 15 anos, foram mortos na Escola Municipal Tasso da Silveira, o bairro de Realengo, na Zona Norte do Rio. O episódio ficou conhecido como o Massacre de Realengo. Das 12 crianças mortas, 10 eram meninas. Além dos mortos, outras 12 pessoas ficam feridas. Um ex-aluno, Wellington Menezes de Oliveira, então com 23 anos, responsável pelos homicídios, deixou uma carta dizendo que era vítima de bullying na escola. Após o crime, ele deu um tiro na própria cabeça.
Às 8h15 daquela quinta-feira, ele apresentou-se como palestrante e entrou. Na mochila, Wellington levava dois revólveres. Pelas duas armas, pagou R$ 1.460, de acordo com reportagem da BBC. Naquele dia a escola estava comemorando os seus 40 anos.
Depois de pedir uma cópia de seu histórico escolar na secretaria, ele subiu para o segundo andar, onde invadiu uma sala da 8ª série, onde cerca de 40 alunos assistiam a uma aula de Português. Todos os tiros foram disparados à queima-roupa. O assassino invadiu uma segunda sala, em frente à primeira, e recomeçou o massacre.
Um dos estudantes, Allan Mendes da Silva, foi ferido no rosto, no ombro e uma das mãos. Pediu socorro a três policiais militares que faziam uma blitz a 200 metros dali.
O sargento Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, foi o primeiro a chegar. Wellington se preparava para subir ao terceiro andar quando ouviu o oficial gritar: "Larga a arma. É a polícia!".
O assassino foi atingido com um tiro de fuzil na barriga. Caído no chão, ele atirou na própria cabeça.
O delegado Felipe Ettore descartou a hipótese de ele fazer parte de grupos extremistas. De acordo com o então titular da Divisão de Homicídios (DH), Wellington agiu sozinho.
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