Manifestantes voltam a ocupar escadaria da Câmara do Rio

Eles montaram uma barraca, colaram cartazes de protesto no prédio, discursaram contra a violência policial e fizeram um minuto de silêncio pelas pessoas que foram presas na última terça-feira (15), a maioria delas depois de ser cercada por dezenas de policiais militares, que os levaram em ônibus para as delegacias

Eles montaram uma barraca, colaram cartazes de protesto no prédio, discursaram contra a violência policial e fizeram um minuto de silêncio pelas pessoas que foram presas na última terça-feira (15), a maioria delas depois de ser cercada por dezenas de policiais militares, que os levaram em ônibus para as delegacias
Eles montaram uma barraca, colaram cartazes de protesto no prédio, discursaram contra a violência policial e fizeram um minuto de silêncio pelas pessoas que foram presas na última terça-feira (15), a maioria delas depois de ser cercada por dezenas de policiais militares, que os levaram em ônibus para as delegacias (Foto: Valter Lima)


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Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Três dias depois de expulsos das escadarias da Câmara Municipal do Rio, na Cinelândia, os manifestantes que estavam acampados no local voltaram hoje (18) a ocupar o espaço. Eles montaram uma barraca, colaram cartazes de protesto no prédio, discursaram contra a violência policial e fizeram um minuto de silêncio pelas pessoas que foram presas na última terça-feira (15), a maioria delas depois de ser cercada por dezenas de policiais militares, que os levaram em ônibus para as delegacias.

Dos 190 detidos, 84 foram presos e enviados para a cadeia, embora a Justiça tenha determinado a libertação de boa parte deles. Durante o ato, o nome de cada um foi chamado e os manifestantes gritavam “presente”.

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A maior parte dos ativistas é formada por professores estaduais e municipais, além de estudantes, sindicalistas e lideranças indígenas. O magistério do município está em greve desde o dia 8 de agosto e luta contra o plano de cargos e salários enviado pelo prefeito Eduardo Paes e aprovado pela Câmara no último dia 1º. Durante a sessão, policiais militares impediram a entrada dos manifestantes no Palácio Pedro Ernesto, que se transformou em um grande confronto na Cinelândia.

Os Petroleiros em greve aproveitaram o protesto para distribuir panfletos contra o leilão do Campo de Libra, marcado para a próxima segunda-feira (21), na Barra da Tijuca. Um esquema de segurança especial, com apoio das Forças Armadas, foi montado em torno do hotel onde ocorrerá o leilão.

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Edição: Aécio Amado

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