Manifestantes impedem saída de viaturas em cinco batalhões no Rio

Parentes de policiais militares do Rio de Janeiro iniciaram na noite de quinta-feira uma onda de protestos na porta de alguns batalhões da corporação em todo o Estado; os batalhões em que as manifestantes bloqueiam a saída são os da Tijuca, Jacarepaguá, Mesquita, Olaria e Choque; mulheres e mães de policiais militares se organizaram por redes sociais e chegaram ao Batalhão de Choque, às 4h; com cartazes e garrafas de água mineral, elas permitem a entrada de viaturas, mas impedem a saída de policiais fardados; PM informou que apesar dos protestos, 95% do efetivo está atuando nas ruas normalmente  

Parentes de policiais militares do Rio de Janeiro iniciaram na noite de quinta-feira uma onda de protestos na porta de alguns batalhões da corporação em todo o Estado; os batalhões em que as manifestantes bloqueiam a saída são os da Tijuca, Jacarepaguá, Mesquita, Olaria e Choque; mulheres e mães de policiais militares se organizaram por redes sociais e chegaram ao Batalhão de Choque, às 4h; com cartazes e garrafas de água mineral, elas permitem a entrada de viaturas, mas impedem a saída de policiais fardados; PM informou que apesar dos protestos, 95% do efetivo está atuando nas ruas normalmente  
Parentes de policiais militares do Rio de Janeiro iniciaram na noite de quinta-feira uma onda de protestos na porta de alguns batalhões da corporação em todo o Estado; os batalhões em que as manifestantes bloqueiam a saída são os da Tijuca, Jacarepaguá, Mesquita, Olaria e Choque; mulheres e mães de policiais militares se organizaram por redes sociais e chegaram ao Batalhão de Choque, às 4h; com cartazes e garrafas de água mineral, elas permitem a entrada de viaturas, mas impedem a saída de policiais fardados; PM informou que apesar dos protestos, 95% do efetivo está atuando nas ruas normalmente   (Foto: Aquiles Lins)


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Vinícius Lisboa, da Agência Brasil - Protestos de parentes de policiais militares impedem a saída de viaturas em cinco batalhões da região metropolitana do Rio de Janeiro, segundo o relações públicas da Polícia Militar, major Ivan Blaz. De acordo com o porta-voz, as manifestações já eram previstas, e a corporação tomou medidas para garantir o patrulhamento.

"Há um planejamento prévio que conseguiu colocar as viaturas nas ruas, de modo que hoje temos 95% do efeito já pronto, atuando", disse o porta-voz, que afirmou que os comandantes dos batalhões estão encarregados de negociar. "São unidades importantes em que seus comandantes estão lidando diretamente com os manifestantes para poder chegar a um lugar comum."

Segundo Blaz, os batalhões em que as manifestantes bloqueiam a saída são os da Tijuca, Jacarepaguá, Mesquita, Olaria e Choque.

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Mulheres e mães de policiais militares se organizaram por redes sociais e chegaram ao Batalhão de Choque, às 4h. Com cartazes e garrafas de água mineral, elas permitem a entrada de viaturas, mas impedem a saída de policiais fardados.

Mulher de um policial militar, Ana* disse que a falta de pagamento de horas extras e décimo terceiro salário são as principais motivações da manifestação. "No Espírito Santo, eles estão reivindicando aumento. Nós não estamos pedindo nem isso. Estamos pedindo o pagamento do que nos devem, só isso".

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Outra manifestante que não quis se identificar contou que é mãe de um policial militar e criticou as condições de trabalho, que, segundo ela, se agravam sem os pagamentos devidos.

"Já tive que doar sofá para colocar no alojamento para ele ter onde sentar", contou a manifestante. "Não assisto o jornal por que todas as vezes que fala mais um policial [morreu], abre um buraco nos meus pés."

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O porta-voz da PM reconheceu que a tropa da Polícia Militar está insatisfeita com a falta de pagamentos. "Sem dúvida nenhuma isso causa muita insatisfação na tropa. Isso é compreensível", disse Blaz.

Em frente ao 6° Batalhão de Polícia Militar (Tijuca), manifestantes também impediam a entrada de policiais que voltavam de seus turnos de trabalho. Populares que acompanhavam a manifestação hostilizaram jornalistas na porta do batalhão.

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*Nome fictício a pedido da entrevistada

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