Manifestantes entram em confronto com policiais no Centro do Rio
Confusão começou após marcha dos professores, na Avenida Rio Branco; encapuzados iniciaram ação contra policiais lançando rojões; mais cedo, manifestantes gritavam palavras de ordem contra o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes e criticavam a Polícia Militar
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247 - O Cento da cidade do Rio de Janeiro voltou a ser palco de novas manifestações, com confrontos entre policiais e black blocs, na noite desta terça-feira (15). Mascarados e pessoas vestidas de preto lançaram rojões contra os policiais, destruíram telefones públicos. Uma viatura da PM foi incendiada. A confusão teve início após o fim da marcha pelo Dia do Professor, categoria que está em greve há dois meses no Estado.
As escadarias do palácio Pedro Ernesto, sede do Legislativo Municipal, do Theatro Municipal e da Biblioteca Nacional, na Cinelândia, foram inicialmente ocupadas por integrantes da manifestação.
Antes dos primeiros confrontos, os manifestantes gritaram palavras de ordem contra o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes e criticam a Polícia Militar. Além disso, pediam mais investimentos para as áreas de educação e saúde.
Também participaram do protesto representantes de movimentos estudantis e de partidos políticos, grupos que pedem igualdade de gênero e sindicalistas e representantes de associações.
Confira matéria da Agência Brasil:
Vladimir Platonow e Vinicius Lisboa, da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Policiais militares e grupos de manifestantes entraram em confronto durante manifestação. O protesto começou por volta das 18 horas e seguiu sem tumulto até as 20h15. Professores e demais profissionais de educação, que participavam da passeata em defesa da educação e que marcou o Dia do Professor, se dispersaram próximo à Câmara dos Vereadores assim que começou o tumulto. Antes do confronto, maior parte dos participantes já havia deixado o protesto com a saída dos carros de som do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe).
A confusão teve início quando um grupo de manifestantes que estava próximo ao quartel-general da Polícia Militar (PM), na Rua Evaristo da Veiga, decidiu se deslocar em direção à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). As primeiras bombas de gás lacrimogêneo foram lançadas pela polícia na Rua Araújo Porto Alegre, entre o Museu Nacional de Belas Artes e a Biblioteca Nacional. Depois, foram disparadas bombas de gás nas proximidades do Theatro Municipal.
Alguns manifestantes chutaram as bombas de volta em direção aos policiais e dispararam rojões. Muitos estão com os rostos cobertos e alguns têm ligação com o grupo Black Bloc. Um grupo ateou fogo em sacos de lixo. Quando os manifestantes chegaram na Rua Santa Luzia, jogaram pedras nos policiais. Um micro-ônibus da polícia foi depredado e teve os vidros quebrados.
Ao final do ato, foram soltos fogos de artíficio. Um deles explodiu na altura do quinto andar de um prédio. Um manifestante, vestido de preto e com o rosto coberto, pichou a parede lateral da Câmara de Vereadores, na Rua Evaristo da Veiga, com a frase "Não vai ter Copa".
Edição: Carolina Pimentel
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