"Mais um justiceiro de toga que perseguiu adversários e favoreceu aliados políticos", diz Juliano Medeiros sobre Bretas

Presidente do PSOL lembrou que o juiz Marcelo Bretas é amigo do ex-governador Wilson Witzel

Juliano Medeiros e Marcelo Bretas
Juliano Medeiros e Marcelo Bretas (Foto: Reprodução)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

247 - O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, se manifestou sobre o afastamento do juiz Marcelo Bretas, da Lava Jato do Rio de Janeiro, por suposto desvio de conduta na análise de processos. Afastamento foi determinado nesta terça-feira (28) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por 11 votos a 4.

Pelo Twitter, Medeiros classificou Bretas como "justiceiro de toga". "O 'super-juiz' Marcelo Bretas, amigo de Witzel e um dos expoentes da Lava-Jato no Rio, acaba de ser afastado pelo @CNJ_oficial. Mais um justiceiro de toga que ultrapassou vários limites do Estado Democrático de Direito para perseguir adversários e favorecer aliados políticos", afirmou o dirigente do PSOL. 

continua após o anúncio

Marcelo Bretas é alvo de três reclamações disciplinares no CNJ, que foram julgadas em conjunto. Por unanimidade, os conselheiros decidiram abrir processo administrativo disciplinar (PAD) contra o magistrado. As reclamações são sigilosas e foram julgados a portas fechadas. Somente os advogados de Bretas tiveram permissão para permanecer na sala.

Um desses processos diz respeito a uma reclamação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que alega ter havido irregularidades na negociação de acordos de delação premiada homologados pelo magistrado. Em proximidade com promotores, ele teria negociado termos diretamente com advogados, diz a OAB.

continua após o anúncio

Outro processo foi aberto pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que reclamou ter sido prejudicado intencionalmente por Bretas na eleição de 2018 para o governo do estado do Rio. Na ocasião o magistrado foi responsável por homologar delação premiada que envolvia Paes em um suposto esquema de propinas.

A terceira reclamação foi aberta pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Luís Felipe Salomão, que investiga possíveis irregularidades na prestação de serviços judiciais sob responsabilidade de Bretas.

continua após o anúncio

 Em 2020, Bretas teve aplicada contra si a pena de censura, em decorrência de sua superexposição em dois eventos públicos da agenda do então presidente Jair Bolsonaro. (*Com Agência Brasil)

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247