'Lula tem direito de criticar', afirma Dilma
Durante reunião sobre as Olimpíadas de 2016, no Rio, nesta terça-feira, 23, a presidente Dilma Rousseff reagiu com naturalidade às declarações do ex-presidente Lula, de que afirmou que o governo estaria no 'volume morto'; "Todo mundo tem direito de criticar, ainda mais o Lula que sempre foi muito criticado", disse Dilma aos jornalistas; Lula tem defendido a necessidade do PT se renovar e feito algumas críticas pontuais ao governo Dilma, como mudança em direitos dos trabalhadores e a alta da inflação
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Rio 247 - A presidente Dilma Rousseff comentou rapidamente nesta terça-feira, 23, durante reunião no Rio de Janeiro sobre as Olimpíadas de 2016, as declarações do ex-presidente Lula, de que afirmou que o governo estaria no 'volume morto'.
"Todo mundo tem direito de criticar, ainda mais o Lula que sempre foi muito criticado", disse Dilma aos jornalistas. Em seguida, a presidente saiu do local e não respondeu às perguntas dos repórteres. Segundo a presidente, o seu antecessor é muito criticado pela imprensa.
Em encontro com religiosos na última quinta-feira, Lula fez várias críticas à sua sucessora. O ex-presidente, mentor da candidatura de Dilma em 2010, afirmou, segundo o jornal "O Globo", que a presidente "está no volume morto" e referiu-se à gestão da sucessora como "um governo de mudos".
Durante o encontro, realizado no auditório do Instituto Lula, em São Paulo, o ex-presidente falou de promessas descumpridas por Dilma, como a de "não mexer no direito dos trabalhadores". E listou notícias negativas, como a alta da inflação e aumentos de tarifas."Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto e eu estou no volume morto", reclamou Lula, segundo conversa reproduzida pelo jornal.
Em evento promovido pelo instituto que leva seu nome ontem, Lula fez um discurso sobre a necessidade de o partido se renovar, com duras críticas a posturas vistas hoje no partido que ajudou a fundar. "O PT perdeu um pouco do sonho, da utopia. A gente só pensa em cargo, em ser eleito, ninguém trabalha de graça mais (pelo partido)", reclamou. "Estamos querendo salvar nossa pele e nossos cargos ou criar um novo projeto?", questionou.
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