Lindbergh fala em perseguição judicial contra a esquerda: “Estou indignado”

Em nota, o senador Lindbergh Farias (PT) comenta a decisão da Justiça do Rio de Janeiro que cassa seus direitos políticos por quatro anos; petista é acusado de uso irregular da sua imagem na eleição da prefeitura de Nova Iguaçu; no comunicado, Lindbergh fala em "perseguição judicial"; "Por fim, episódios como este revelam a perseguição sofrida por várias figuras públicas da esquerda brasileira. É uma ação política, uma tentativa explícita de intimidação"

Lindbergh Farias 
Lindbergh Farias  (Foto: José Barbacena)


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Rio 247 - Em nota, o senador Lindbergh Farias (PT) comenta a decisão da Justiça do Rio de Janeiro que cassa seus direitos políticos por quatro anos. O petista é acusado de uso irregular da sua imagem na eleição da prefeitura de Nova Iguaçu. No comunicado, Lindbergh fala em "perseguição judicial" e diz que seu caso é exemplo da perseguição sofrida por algumas figuras da esquerda brasileira.

Abaixo, a nota completa divulgada pelo senador:

NOTA PÚBLICA

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Direitos políticos cassados por causa de um sol. Seria cômico se não fosse um completo escândalo. É esta a motivação da condenação que sofri, noticiada pela imprensa: uma juíza resolveu considerar que um sol sobre o nome Prefeitura de Nova Iguaçu – imagem escolhida pela secretaria de Comunicação como logomarca oficial da prefeitura - é promoção da minha imagem! Perseguição judicial, achincalhe midiático, vale tudo para manchar a trajetória de quem enfrenta os interesses do dinheiro no Brasil. Estou indignado com mais uma tentativa de me atingir. A arbitrariedade é gritante.

Em 2007, na minha primeira gestão como prefeito de Nova Iguaçu, fui denunciado cível e criminalmente pelo Ministério Público porque as cadernetas de controle do programa de aquisição de leite tinham a logomarca do governo impressa (um sol estilizado escrito Prefeitura de Nova Iguaçu). O procedimento – um padrão utilizado por praticamente todos os governos do país – foi considerado “promoção pessoal”. Quando me tornei senador, o inquérito criminal passou ser da alçada do STF, onde, em 2011, foi arquivado por unanimidade.

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Hoje, passados quase dez anos, uma juíza de primeira instância resolveu cassar os meus direitos políticos e me multar em meio milhão de reais, julgando o processo cível cujo mérito, repito, já foi objeto de análise do STF na denúncia criminal - e considerado improcedente por unanimidade, ou seja, não existia motivo sequer para a abertura de um processo. A multa imposta é um capítulo à parte: em momento algum sou acusado de dano ao erário; o valor exorbitante é, portanto, uma "punição" fruto da subjetividade, não da lei. Em processo recente, a mesma juíza bloqueou meus bens e teve a decisão anulada pelo Tribunal de Justiça poucos dias depois, o que só reforça o caráter ideológico das suas sentenças.

É um absurdo o que estamos vivendo no Brasil. As decisões da referida juíza são um escândalo e não se sustentam. Cassar os direitos políticos de alguém por 4 anos baseado em quê? É um escárnio dizer que fui beneficiado pela impressão da logomarca da prefeitura nos materiais da mesma. Fui o prefeito que mais investiu na cidade e cuidou da sua gente; foram inúmeras obras de saneamento, pavimentação; políticas sociais reconhecidas pelo povo e que receberam vários prêmios. Irei, por óbvio, recorrer desta decisão esdrúxula, e tenho plena convicção que a justiça novamente prevalecerá.

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Por fim, episódios como este revelam a perseguição sofrida por várias figuras públicas da esquerda brasileira. É uma ação política, uma tentativa explícita de intimidação. Não é a primeira vez que passo por isso, e minha conduta prova: não faço parte do clube de neoliberais, fisiológicos e conservadores que sempre misturaram os seus interesses privados com a coisa pública; portanto, não tenho o que temer. Seguirei travando o bom combate contra este governo golpista, denunciando os ataques aos direitos do povo brasileiro e os arbítrios deste verdadeiro Estado de Exceção que passou a vigorar no nosso país.

Lindbergh Farias

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