Lessa, acusado de matar Marielle, teve ajuda de policiais para reabrir bingo, aponta PF

De acordo com relatório da PF e do MP-RJ, dois delegados e um chefe de investigação da Polícia Civil ajudaram Ronnie Lessa e seu sócio, Rogério de Andrade, a reabrirem o bingo

Ronnie Lessa
Ronnie Lessa (Foto: Lucas Landau/Reuters)


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247 - O policial aposentado Ronnie Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, de acordo com relatório da PF (Polícia Federal) e do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) obtido pelo UOL, teve a ajuda de dois delegados e um chefe de investigação da Polícia Civil para reabrir um bingo na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, e reaver 79 máquinas de caça-níqueis que tinham sido apreendidas. O caso aconteceu entre agosto e outubro de 2018.

A PF tem armazenadas conversas entre Ronnie Lessa, comparsas e policiais civis. Os diálogos indicam que Lessa tinha um sócio majoritário para a reabertura do bingo, o bicheiro Rogério de Andrade. O ex-policial era segurança de Andrade quando perdeu uma perna em 2009.

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O advogado do bicheiro, Raphael Mattos, afirma que seu cliente não conhece Lessa e que o policial aposentado nunca prestou serviços de segurança a Andrade.

A defesa de Lessa não quis comentar as informações.

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