Lava Jato no Rio precisa ser reforçada, diz procuradora
A procuradora-regional Mônica Campos de Ré, integrante da força-tarefa criada na Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR2) para investigar o braço na organização comandada pelo ex-governador Sérgio Cabral na Assembleia Legislativa do Rio, afirmou que a demanda vai crescer quando chegar a delação premiada de Carlos Miranda, ex-operador de Cabral, e responsável pela coleta e distribuição da propina do esquema; segundo Mônica, a delação, homologada pelo ministro do STF Dias Toffoli, aumentará o número de deputados estaduais envolvidos
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Rio 247 - A procuradora-regional Mônica Campos de Ré, integrante da força-tarefa criada na Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR2) para investigar o braço na organização comandada pelo ex-governador Sérgio Cabral na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, afirmou nesta quinta-feira (21) que a equipe precisa do reforço de pelo menos mais três colegas para as próximas etapas do trabalho da Operação Lava-Jato no estado. O pedido de reforço foi encaminhado pela força-tarefa à procuradora-geral da República, Raquel Dodge.
De acordo com ela, a demanda vai crescer quando chegar a delação premiada de Carlos Miranda, ex-operador de Cabral, e responsável pela coleta e distribuição da propina do esquema. Mônica disse que a delação, homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, aumentará o número de deputados estaduais envolvidos.
Apontado como operador do peemedebista, Miranda estimou em R$ 500 milhões o valor arrecadado pelo esquema de desvio de dinheiro público no governo estadual desde os anos 90, quando Cabral se destacou na política do estado do Rio. "Tirávamos cerca de R$ 150 mil por mês. Também havia prêmios no fim do ano, como uma espécie de décimo-terceiro ou decimo-quarto salários. Tudo era pago em dinheiro", disse Miranda, referindo-se a ele e aos os ex-secretários Wilson Carlos e Régis Fichtner, em depoimento na semana passada.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247