Lava Jato despreza delação de Cabral
Embora o ex-governador Sergio Cabral, preso desde novembro, esteja disposto a fechar um acordo de delação premiada, a proposta não despertou a atenção da equipe da força-tarefa da operação Lava Jato; oficialmente, a oferta foi rechaçada pelos procuradores da República do Rio de Janeiro, com o apoio dos colegas de Curitiba, mas os advogados de Cabral têm insistido; de depender da posição das forças-tarefa de Curitiba (Lava-Jato) e Rio de Janeiro (Calicute), as negociações não avançarão a favor de Cabral; para elas, a sociedade ganha mais com o ex-governador condenado do que com o resultado de sua eventual colaboração premiada
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Rio 247 - Uma eventual delação do ex-governador do Rio Sergio Cabral, preso desde novembro, não despertou a atenção da força-tarefa do Lava Jato; Cabral está disposto, mas, até o momento, o Ministério Público Federal (MPF) não decidiu se abre negociações para uma eventual colaboração; oficialmente, a oferta foi rechaçada pelos procuradores da República do Rio de Janeiro, com o apoio dos colegas de Curitiba.
As informações são de reportagem de Chico Otávio em O Globo.
"O advogado Sérgio Riera, responsável pela defesa de Cabral, conseguiu ser recebido por um integrante da força-tarefa do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em Brasília, sem que o encontro tivesse representado o início de uma delação.
Se depender da posição das forças-tarefa de Curitiba (Lava-Jato) e Rio de Janeiro (Calicute), as negociações não avançarão a favor de Cabral. Para elas, a sociedade ganha mais com o ex-governador condenado do que com o resultado de sua eventual colaboração premiada. Mas a questão ainda não está totalmente decidida.
Contra o ex-governador do Rio pesa a acusação de ser o chefe de uma organização criminosa que teria desviado, somente em valores já recuperados pelos investigadores, R$ 270 milhões. Perto de completar cinco meses de prisão, em Bangu, ele corre contra o tempo. O ex-governador sabe que, dificilmente, escapará de pena pesada — 44 anos, preveem os seus advogados, mas o tempo pode ser maior — e tenta convencer a equipe de Rodrigo Janot que tem muito a contribuir no avanço das investigações no estado que governou por quase oito anos.
Ao buscar uma negociação em Brasília, Cabral está provavelmente oferecendo informações sobre ex-aliados com foro privilegiado."
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