Kassab vira réu por corrupção e lavagem de dinheiro, acusado pela Lava Jato de SP
Despacho da 1ª Zona Eleitoral do Estado de São Paulo aceitou denúncia do MP de que, entre janeiro de 2014 e dezembro de 2016, Kassab teria recebido R$ 16, 5 milhões em propina por meio de doações feitas pela empresa JBS, pertencente ao grupo J&F
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247 - Gilberto Kassab (PSD), ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo, virou réu nesta quinta-feira, 11, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, caixa 2 eleitoral e associação criminosa.
Despacho do juiz Marco Antonio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral do Estado de São Paulo, aceitou denúncia do Ministério Público de que, entre janeiro de 2014 e dezembro de 2016, Kassab teria recebido R$ 16, 5 milhões em propina por meio de doações feitas pela empresa JBS, pertencente ao grupo J&F.
Kassab teria usado esse dinheiro para financiar sua campanha ao Senado em 2014. Uma outra parte teria sido entregue durante os anos seguintes, por meio de contratos fictícios e doações irregulares.
Segundo o MP, os pagamentos ocorreram mediante contrato fictício entre a JBS e a empresa Yapê Assessoria e Consultoria LTDA, controlada pelo ex-prefeito. Kassab negou as acusações.
O inquérito faz parte da Operação Lava-Jato em São Paulo e foi encaminhado à Justiça Eleitoral em maio de 2019 pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação tem como base nas delações premiadas de acionistas e executivos do Grupo J&F.
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