Justiça solta acusados de participação no massacre de escola em Suzano
Eles estavam detidos na Penitenciária 2 de Tremembé, interior paulista, e foram presos suspeitos de fornecerem armas e munições aos assassinos. A Justiça considerou que os presos não sabiam que as armas e munições seriam usadas no crime. Sete pessoas foram mortas durante um massacre na escola Raul Brasil, em Suzano, na região de metropolitana de São Paulo
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Por Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil - São Paulo
A Vara Criminal de Suzano decidiu soltar os três homens presos por envolvimento no massacre da escola Raul Brasil, em Suzano, na região de metropolitana de São Paulo, no dia 13 de março de 2019.
Eles estavam detidos na Penitenciária 2 de Tremembé, interior paulista, e foram liberados no fim da tarde desta sexta-feira (14). Geraldo de Oliveira Santos, Cristiano Cardias de Souza e Adeilton Pereira dos Santos foram presos suspeitos de fornecerem armas e munições aos assassinos.
A Justiça considerou que os presos não sabiam que as armas e munições seriam usadas no crime.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram que Geraldo Oliveira dos Santos, de 41 anos, conhecido como Buiu, vendeu aos assassinos o revólver calibre 38 utilizado no crime. O negócio foi intermediado pelo mecânico Cristiano Cardias de Souza, de 47 anos, conhecido como Cabelo.
Ainda de acordo com a polícia, ele também vendeu as munições calibre 38 utilizadas no ataque. O vigilante particular Adeilton Pereira dos Santos é suspeito de ter intermediado a venda da arma. Um quarto suspeito de participar da venda das armas, Marcio Germano Masson, foi solto pela Justiça em novembro.
Cinco alunos e duas funcionárias da Escola Estadual Raul Brasil foram mortos, após os ex-alunos do colégio, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25, entrarem armados na escola. Antes, os dois haviam matado o dono de uma loja da cidade. Depois do ataque, ainda dentro da escola, o adolescente matou o mais velho e se suicidou em seguida.
A reportagem da Agência Brasil tentou contato com os advogados dos suspeitos, mas não obteve sucesso.
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