Justiça retoma julgamento do caso Santiago no Rio
O juízo da 3ª Vara Criminal do Rio retoma nesta sexta-feira (23), audiência de instrução e julgamento que apura a morte do cinegrafista Santiago Andrade, atingido por um artefato explosivo em protesto, no Centro do Rio; restam três testemunhas – arroladas pela defesa dos réus – a serem ouvidas; depois, o juízo irá interrogar os réus Fábio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza, que respondem pelos crimes de explosão e homicídio doloso triplamente qualificado (motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e uso de explosivo)
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Agência Rio - O juízo da 3ª Vara Criminal do Riol retoma nesta sexta-feira (23), às 13h, audiência de instrução e julgamento que apura a morte do cinegrafista Santiago Andrade, atingido por um artefato explosivo durante uma manifestação, no Centro do Rio, no dia 6 de fevereiro.
Os réus Fábio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza são acusados de terem provocado a morte do repórter cinematográfico. A audiência será no plenário do 3º Tribunal do Júri da Capital, no 9º andar da Lâmina Central do TJRJ, na Avenida Erasmo Braga, 115, Centro do Rio.
Restam três testemunhas – arroladas pela defesa dos réus – a serem ouvidas. Passada essa etapa, o juízo irá interrogar os réus. Fábio e Caio respondem pelos crimes de explosão e homicídio doloso triplamente qualificado (motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e uso de explosivo).
Em 6 de fevereiro de 2014, duas horas depois de sair da redação da Band Rio para cobrir um protesto contra a alta da tarifa de ônibus, Santiago foi atingido na cabeça por um rojão. Foi socorrido por dois colegas jornalistas e por um socorrista sendo então levado - mediante a constatação do estado gravíssimo - para o hospital mais próximo em uma viatura do Batalhão de Choque. Fotos e gravações de jornais e de TVs e agências de notícias registraram a tragédia, o que provocou forte comoção, despertou a reação de autoridades e ajudou a polícia a identificar os suspeitos.
Durante quatro horas, médicos tentaram estancar a hemorragia e reduzir a pressão intracraniana, causadas pelo impacto do rojão. No restante dos três dias em que Santiago esteve internado no CTI do Hospital Municipal Souza Aguiar, seu estado de saúde manteve-se grave. Ele sofreu afundamento do crânio e perdeu parte da orelha esquerda. Em 10 de fevereiro, pouco depois das 12h, a Secretaria Municipal de Saúde anunciou a morte cerebral de Santiago. A família doou os órgãos do cinegrafista, que foi cremado em 13 de fevereiro.
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