Justiça nega pedido para arquivar caso Ryan Lochte

Os advogados do nadador norte-americano, que mentiu para as autoridades brasileiras ao inventar que foi assaltado, com outros três nadadores, durante a Olimpíada, alegaram atipicidade, pois as autoridades policiais iniciaram as investigações a partir de notícias veiculadas na mídia; a juíza do Rio, porém, disse que há na jurisprudência brasileira a possibilidade da ação investigativa da autoridade policial ser deflagrada por meio de notícia veiculada pela mídia e que a notícia foi gerada pelo próprio nadador

2016 Rio Olympics - Swimming - Final - Men's 200m Individual Medley Final - Olympic Aquatics Stadium - Rio de Janeiro, Brazil - 11/08/2016. Ryan Lochte (USA) of USA reacts. REUTERS/David Gray
2016 Rio Olympics - Swimming - Final - Men's 200m Individual Medley Final - Olympic Aquatics Stadium - Rio de Janeiro, Brazil - 11/08/2016. Ryan Lochte (USA) of USA reacts. REUTERS/David Gray (Foto: Gisele Federicce)


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Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

A Justiça do Rio de Janeiro rejeitou o pedido de arquivamento do processo contra o nadador norte-americano Ryan Lochte, que mentiu para as autoridades brasileiras ao inventar que foi assaltado, com outros três nadadores, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense, em agosto, durante a Olimpíada.

Na decisão, publicada hoje (24), a juíza do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos, Juliana Leal de Melo, argumentou que rejeitou "a tese defensiva de arquivamento do feito em razão da atipicidade da conduta encaminhada ao Ministério Público".

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Os advogados alegaram atipicidade, pois as autoridades policiais iniciaram as investigações a partir de notícias veiculadas na mídia. Entretanto a juíza disse que há na jurisprudência brasileira a possibilidade da ação investigativa da autoridade policial ser deflagrada por meio de notícia veiculada pela mídia e que a notícia foi gerada pelo próprio nadador, "que concedeu entrevista à imprensa internacional, comunicando que ele e outro três atletas olímpicos americanos teriam sido vítimas de roubo perpetrados por três homens armados", diz a juíza na decisão.

Retrospectiva do caso

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Em entrevista a programa de TV americano, Locthe contou ter sido assaltado e teve uma arma apontada para sua cabeça na madrugada do dia 14 de agosto, após voltar de uma festa na Lagoa, zona sul, para a Vila Olímpica, zona oeste. Estavam com ele, os nadadores também norte-americanos James Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger.

Alguns dias depois, investigações da Polícia Civil apontaram que o assalto era uma farsa. Testemunhas disseram que os rapazes pararam em um posto de gasolina de táxi na Barra da Tijuca e que, alcoolizados, depredaram o banheiro do local. Seguranças do estabelecimento os impediram de ir embora até que os atletas pagassem o prejuízo. Os atletas acabaram admitindo a farsa e Lotche foi indiciado por falsa comunicação de crime, previsto no Artigo 340 do Código Penal.

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