Justiça Militar aceita denúncia e PMs envolvidos com a morte de Kathlen Romeu viram réus
A jovem de 24 anos foi atingida por uma bala durante um confronto entre PMs e traficantes. Ela estava grávida de quatro meses do primeiro filho
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247 - Os cinco policiais militares que participavam da operação no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio, que resultou na morte de Kathlen de Oliveira Romeu, em junho deste ano, viraram réus na Justiça Militar pelos crimes de fraude processual e falso testemunho. A informação é do jornal O Globo.
A jovem de 24 anos foi atingida por uma bala durante um confronto entre PMs e traficantes. Ela estava grávida de quatro meses do primeiro filho.
Cláudio da Silva Scanfela, Marcos da Silva Salviano, Rafael Chaves de Oliveira e Rodrigo Correia de Frias vão responder por duas fraudes processuais e por dois crimes de falso testemunho. Já o capitão Jeanderson Corrêa Sodré, único oficial acusado, virou réu por fraude processual na forma omissiva.
"Inicialmente, verifico que há indícios de materialidade e de autoria dos crimes apontados, que decorrem dos elementos coligidos no procedimento administrativo, em especial os depoimentos colhidos em sede policial e no Ministério Público, Laudo de Exame de Local, Reprodução Simulada dos Fatos e Pen Drive contendo imagens", escreveu o juiz Bruno Arthur Mazza Vaccari, da Auditoria da Justiça Militar, ao aceitar a denúncia.
O juiz negou o pedido de prisão preventiva dos policiais, mas determinou a suspensão integral da função pública enquanto correr o processo e proibiu os PMs de manterem qualquer tipo de contato com as testemunhas. Além disso, os agentes estão impedidos de frequentar unidades da corporação e devem se apresentar mensalmente à Justiça.
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