Justiça manda soltar 13 ativistas. Sininho é mantida presa

Tribunal de Justiça do Rio mandou soltar, nesta terça (15), 13 das 19 pessoas presas no último sábado sob a acusação de formação de quadrilha, por articular a prática de atos violentos para a final da Copa; decisão foi emitida pelo desembargador Siro Darlan; seis pessoas continuam presas, entre elas a ativista Elisa Quadros Sanzi, a Sininho, e outras nove estão foragidas

Tribunal de Justiça do Rio mandou soltar, nesta terça (15), 13 das 19 pessoas presas no último sábado sob a acusação de formação de quadrilha, por articular a prática de atos violentos para a final da Copa; decisão foi emitida pelo desembargador Siro Darlan; seis pessoas continuam presas, entre elas a ativista Elisa Quadros Sanzi, a Sininho, e outras nove estão foragidas
Tribunal de Justiça do Rio mandou soltar, nesta terça (15), 13 das 19 pessoas presas no último sábado sob a acusação de formação de quadrilha, por articular a prática de atos violentos para a final da Copa; decisão foi emitida pelo desembargador Siro Darlan; seis pessoas continuam presas, entre elas a ativista Elisa Quadros Sanzi, a Sininho, e outras nove estão foragidas (Foto: Valter Lima)


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247 - O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) mandou soltar, nesta terça-feira (15), 13 das 19 pessoas presas no último sábado sob a acusação de formação de quadrilha. A decisão foi emitida pelo desembargador Siro Darlan. Seis pessoas continuam presas, entre elas a ativista Elisa Quadros Sanzi, a Sininho, e outras nove estão foragidas.

No último final de semana, o juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 27ª Vara Criminal do Rio, emitiu 26 mandados de prisão contra pessoas que, segundo a investigação policial, articularam a prática de atos violentos que seriam praticados no dia seguinte, o domingo da final da Copa. A polícia conseguiu cumprir 17 dessas ordens de prisão. Outras duas pessoas foram presas em flagrante, uma por porte de drogas e outra pela posse de uma arma sem autorização.

Abaixo a matéria da Agência Brasil:

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Justiça começa a soltar ativistas presos no Rio

Douglas Corrêa e Alana Gandra* - Repórteres da Agência Brasil

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A Justiça do Rio libertou seis dos 17 presos na Operação Firewall, realizada no último sábado (12), para cumprir 26 mandados de prisão e dois de busca e apreensão expedidos pela Justiça. A decisão de soltar os presos é do desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.

Na ação, 17 pessoas foram presas e dois menores de idade apreendidos por envolvimento em atos violentos durante manifestações ocorridas no Rio. A ação é uma continuidade das investigações iniciadas em setembro do ano passado pela Delegacia de Repressão a Crimes contra a Informática (DRCI).

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O advogado do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, Lucas Sada, informou que estão confirmados três habeas corpus até o momento, que favorecem seis detidos. Um deles foi obtido pelo sindicato em favor de Joseane Maria Araújo de Freitas, radialista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Os demais foram conseguidos pelo Instituto de Defensores de Direitos Humanos (IDDH) para Gabriel da Silva Marinho e Gerusa Lopes Diniz, e pelo advogado Marino D'Icarahy, para Rafael Rego Barros Caruso.

D'Icarahy acrescentou que, por extensão, o habeas corpus beneficiou também a advogada Eloysa Samy Santiago e Karlayne Moraes da Silva Pinheiro.

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Sada disse à Agência Brasil que a expectativa é que, amanhã (16), sejam concedidos alvarás de soltura para os demais ativistas presos na Operação Firewall, da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Os 26 mandados de prisão temporária por cinco dias foram expedidos pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal da capital, e os dois mandados de busca e apreensão, pelo Juízo da Vara da Infância e da Juventude. Os ativistas respondem pelo crime de formação de quadrilha armada, com pena de até três anos de reclusão.

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Desde as 17h, várias pessoas se aglomeravam em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em protesto contra a prisão dos ativistas. Segundo os manifestantes, havia 300 pessoas no ato e, nas contas da Polícia Militar, havia 200. Eles seguiram pelas ruas do centro, com faixas, bandeiras e palavras de ordem.

A maioria dos manifestantes, antes de terem a notícia sobre a concessão de habeas corpus a alguns dos detidos na Operação Firewall, pedia a liberdade dos presos e condenava a violência policial. De acordo com o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, que participou do ato, pelo menos 15 comunicadores foram atacados por policiais militares em protesto perto do Estádio do Maracanã, no ultimo domingo (13), dia da final da Copa do Mundo. Ainda segundo o sindicato, de agosto do ano passado até hoje, 90 profissionais da imprensa foram agredidos em manifestações.

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Entre os manifestantes do ato desta terça, estavam estudantes, advogados, sindicalistas, professores e comunicadores. Um grupo de empregados da EBC prestou solidariedade à colega detida. O estudante Lucas Albuquerque, de 18 anos, estava no protesto e defendeu o "direito de ter direitos". "O Estado não tem o direito de quebrar sigilo telefônico e internet, suspender direitos de pessoas que, possivelmente, iam se manifestar no dia da final da Copa Mundo", opinou. "Isso é Estado de Exceção".

A irmã de Joseane recebeu a notícia da libertação dela enquanto participava da passeata. Simone Freitas contou que estava sem contato com irmã desde o sábado. "Fomos surpreendidos com essa prisão. Não sabemos de nenhuma atividade dela como ativista. Ela participou de protestos como muitas pessoas, mas só isso", revelou.

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* Colaborou Isabela Vieira

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