Justiça do Rio bloqueia bens de prefeito acusado de nepotismo

Atendendo solicitação do Ministério Público (MP-RJ), a Justiça determinou o bloqueio dos bens do prefeito Alair Corrêa, de Cabo Frio, na Região dos Lagos, e o afastamento dos secretários municipais de Fazenda e de Assistência Social; os secretários de Fazenda, Axiles Francisco Corrêa, e de Assistência social, Carolina Trindade Corrêa, são, respectivamente, irmão e filha de Alair Corrêa, acusado de nepotismo e improbidade administrativa, além de diversas outras irregularidades no exercício do cargo de chefe do Executivo

Atendendo solicitação do Ministério Público (MP-RJ), a Justiça determinou o bloqueio dos bens do prefeito Alair Corrêa, de Cabo Frio, na Região dos Lagos, e o afastamento dos secretários municipais de Fazenda e de Assistência Social; os secretários de Fazenda, Axiles Francisco Corrêa, e de Assistência social, Carolina Trindade Corrêa, são, respectivamente, irmão e filha de Alair Corrêa, acusado de nepotismo e improbidade administrativa, além de diversas outras irregularidades no exercício do cargo de chefe do Executivo
Atendendo solicitação do Ministério Público (MP-RJ), a Justiça determinou o bloqueio dos bens do prefeito Alair Corrêa, de Cabo Frio, na Região dos Lagos, e o afastamento dos secretários municipais de Fazenda e de Assistência Social; os secretários de Fazenda, Axiles Francisco Corrêa, e de Assistência social, Carolina Trindade Corrêa, são, respectivamente, irmão e filha de Alair Corrêa, acusado de nepotismo e improbidade administrativa, além de diversas outras irregularidades no exercício do cargo de chefe do Executivo (Foto: Leonardo Lucena)


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Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil

Atendendo solicitação do Ministério Público Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a Justiça determinou nessa quinta-feira (8) o bloqueio dos bens do prefeito Alair Corrêa, de Cabo Frio, na Região dos Lagos, e o afastamento dos secretários municipais de Fazenda e de Assistência Social.

A decisão atende ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da cidade. Os secretários de Fazenda, Axiles Francisco Corrêa, e de Assistência social, Carolina Trindade Corrêa, são, respectivamente, irmão e filha de Alair Corrêa, que é acusado de nepotismo e improbidade administrativa, além de diversas outras irregularidades no exercício do cargo de chefe do Executivo.

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Um dos mais famosos balneário da Região dos Lagos, Cabo Frio vive um verdadeiro caos administrativo desde o fim do ano passado. Salários atrasados, obras paralisadas por falta de pagamento às empreiteiras, hospitais sem medicamentos e médicos sem receber é a tônica de uma prefeitura que viveu tempos de fartura até bem pouco tempo, quando era sustentada pelosroyalties do petróleo, a principal fonte de receita do município.

Sigilos

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A Justiça também determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do prefeito, que, além de nepotismo e improbidade administrativa, é acusado de não prestar contas dos atos administrativos, de descumprimento de reiteradas decisões judiciais e de não cumprir os termos de ajustamento de conduta (TAC´s) firmados com o Ministério Público.

De maneira geral, os funcionários, principalmente os concursados e comissionados, não recebem salários há cerca de três meses. Também o décimo terceiro, inicialmente acertado para ser pago em cinco parcelas, está atrasado.

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De acordo com o Ministério Público, a lista de acusações contra o prefeito é longa e vai da contratação de servidores sem prévio concurso púbico à interferência indevida no Poder Legislativo e à desordem em serviços essenciais, como educação e saúde (há falta de medicamentos essenciais em todos os hospitais e postos de saúde do município).

Na mesma ação onde solicitou o bloqueio dos bens e a quebra dos sigilos fiscais e bancários do prefeito, a ação do MPRJ requereu o afastamento cautelar de Alair Corrêa por 180 dias, mas o pedido foi indeferido pela Justiça, que considerou que a medida poderia ter “efeitos drásticos”.

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Agência Brasil tentou contato com a prefeitura de Cabo Frio, mas não conseguiu que nenhum dos telefones da assessoria de imprensa da prefeitura fosse atendido. A reportagem chegou a falar com a procuradora-geral do município, Daniele Ramos Marques. Após atender, ela alegou que a ligação estava péssima, desligou o telefone e não atendeu às novas tentativas da reportagem.

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