Julgado por desvio de verba pública, Witzel diz que caiu por combater a corrupção
O agora ex-governador do Rio se disse vítima de um "Tribunal Inquisitório" e ouviu provocações do deputado estadual Flavio Serafini (PSOL): "e aí, Witzel? Bandido bom é bandido morto?"
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247 - O agora ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, retirado do posto após processo de impeachment que o afastou definitivamente do cargo nesta sexta-feira (30), afirmou que foi derrubado pelo Tribunal Especial Misto por ter combatido a corrupção.
Witzel se envolveu em uma discussão pelo Twitter com o deputado estadual Flavio Serafini (PSOL) e declarou: "não consegue entender que eu fui cassado por combater a corrupção".
O ex-governador foi acusado de ter cometido improbidade administrativa e adotado conduta incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo ao permitir a requalificação da OSS Unir Saúde, além de ter sido julgado também pela contratação milionária da OSS IABAS para a montagem de 7 hospitais de campanha no estado. Neste ponto, Witzel foi acusado de integrar um grande esquema de desvio de dinheiro público.
Serafini havia dito que o ex-governador se "lambuzou em casos de corrupção". "O desconhecido juiz fascista eleito com o apoio de Bolsonaro se lambuzou em casos de corrupção na gestão da pandemia e agora está definitivamente afastado do seu cargo. E aí, Witzel? Bandido bom é bandido morto?".
"Você deve viver em outro mundo. O planeta da mediocridade e infelizmente não tem condições de avaliar os trágicos resultados desse impeachment. Não consegue entender que eu fui cassado por combater a corrupção!", respondeu o ex-governador.
"É revoltante o resultado do processo de impeachment! A norma processual e a técnica nunca estiveram presentes. Não fui submetido a um Tribunal de um Estado de Direito, mas sim a um Tribunal Inquisitório", disse também Witzel.
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