Juiz do caso Eike é denunciado por peculato
Flagrado dirigindo o Porsche apreendido do ex-bilionário Eike Batista, o juiz Flávio Roberto de Souza foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público Federal, pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e extravio de documentos de processos referentes à Operação Monte Perdido; segundo o MPF, o juiz proferiu decisões que lhe permitiram desviar R$ 290,5 mil depositados na Caixa à disposição da Justiça; parte do valor foi usado na compra de um veículo Land Rover; Flávio de Souza é acusado ainda de ter se apropriado de US$ 105,6 mil e EUR 108,1 mil, em parte usados na compra de um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Rio 247 - Ministério Público Federal no Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira, 6, que ofereceu denúncia à Justiça contra o juiz Flávio Roberto de Souza, que cuidava do processo que apura fraude financeira do empresário Eike Batista.
Para o MPF, o juiz Flávio de Souza praticou os crimes de peculato - desvio de bens públicos por servidor, falsidade ideológica, além de extraviar e inutilizar documentos em atos processuais vinculados à Operação Monte Perdido.
Segundo denúncia dos procuradores regionais Flávio Paixão e José Augusto Vagos, o juiz cometeu falsidade ideológica ao proferir decisões que lhe permitiram desviar recursos públicos em duas situações ligadas à Monte Perdido. Na primeira, desviou R$ 290,5 mil depositados na Caixa à disposição da Justiça. Parte do valor foi usado na compra de um veículo Land Rover Discovery.
Ele também cometeu peculato e falsidade ideológica para se apropriar, em 5 de fevereiro, de US$ 105,6 mil e EUR 108,1 mil, em parte usados na compra de um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.
A Procuradoria ainda acusa o juiz pelo crime de extravio e inutilização de documentos. Segundo a denúncia, em janeiro, ele destruiu os autos do processo sobre a alienação antecipada de bens relativos à operação. No entendimento do MPF, seu intuito foi facilitar a ocultação e a impunidade dos desvios de valores, pois várias decisões falsas que fez inserir no sistema Apolo – usado na Justiça Federal – contém alusão a documentos que nunca existiram.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247