Juiz diz que Escritório do Crime pratica execução por encomenda há mais de 10 anos
Alvo de operação nesta terça-feira (30), pistoleiros do escritório do crime, quadrilha investigada de cometer o assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes praticam execuções por encomenda no Rio de Janeiro há mais de 10 anos
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247 - A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta terça-feira (30) a Operação Tânatos, contra denunciados por chefiar o Escritório do Crime.
O grupo, formado por policiais, ex-policiais e milicianos, é investigado por uma série de homicídios -- o atentado contra a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes é um deles.
Segundo reportagem do portal G1, os pistoleiros da quadrilha praticam execuções por encomenda há mais de 10 anos.
Numa das denúncias apresentadas, o MP descreve que na atuação do grupo criminoso há emprego ostensivo de armas de fogo de grosso calibre. "A agressividade e destreza nas ações finais revelam um padrão de execução", descreve o MPRJ.
"Fortemente armados e com trajes que impedem identificação visual, tais como balaclava e roupas camufladas, os atiradores desembarcam do veículo e progridem até o alvo executando-o sem chances de defesa", emendam os promotores.
Agentes cumpriram seis mandados de prisão contra os chefes do bando, além de 31 de busca e apreensão em vários pontos da cidade. Alguns locais são residências de três ex-PMs e de um policial inativo. O principal alvo é Leonardo Gouvea da Silva, o Mad, substituto do ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Adriano Magalhães da Nóbrega, à frente da organização criminosa.
Mad foi preso na casa dele, de dois andares, na Vila Valqueire, na Zona Norte do Rio. Ele sucedeu o chefe do grupo, Adriano da Nóbrega, que tinha ligação íntima com Jair e Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz. A mãe e a ex-mulher de Adriano trabalharam no gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual no Rio.
Ao ser preso, Mad foi logo se justificando, sem que fosse perguntado: "Não tenho nada com a morte da Marielle", respondeu para o delegado e para a coordenadora do Gaeco, Simone Sibilio.
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