Jovem negro acusado de receptar bicicleta elétrica tem caso arquivado pela Justiça do RJ

O caso ganhou repercussão em junho deste ano após Ribeiro denunciar um casal branco pelos crimes de racismo e calúnia, depois de ambos acusarem Ribeiro de furtar uma bicicleta elétrica

(Foto: Reproução/Instagram)


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Brasil de Fato - Na última sexta-feira (10), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) arquivou o processo contra o instrutor de surfe Matheus Ribeiro por receptação de uma bicicleta elétrica. 

O caso ganhou repercussão em junho deste ano após Ribeiro denunciar o casal branco, Mariana Spinelli e Tomás Oliveira, pelos crimes de racismo e calúnia, depois de ambos acusarem Ribeiro de furtar uma bicicleta elétrica, que, na verdade, pertencia ao instrutor de surfe, no bairro do Leblon, na zona sul do Rio.

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Em meio às apurações da denúncia de racismo, a Polícia Civil identificou que a bicicleta usada por Matheus era furtada, com base na comparação entre as chaves originais e a cópia usada pelo instrutor de surfe, "visivelmente adulterada de uma moto Honda."

"A bicicleta elétrica utilizada por Matheus Ribeiro foi apreendida por ser produto de furto e será devolvida ao seu legítimo proprietário", disse, em nota, a polícia na ocasião. Em depoimento, o instrutor de surfe disse que comprou a bicicleta em um site de classificados online, mas não possuía nota fiscal.

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Matheus pagou R$ 4.200 pela bicicleta. Segundo reportagem do UOL, ao acolher os argumentos do Ministério Público, a juíza do TJRJ Paula Fernandes Machado arquivou o processo contra Ribeiro e sua namorada, a vendedora Maria Eliza Faes, que emprestou o cartão de crédito para a compra.

O instrutor explicou que no ato da compra pediu a nota fiscal do produto, mas que nunca a recebeu. Em depoimento na delegacia, Ribeiro mostrou o comprovante de pagamento e as parcelas feitas da compra.

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De acordo com a reportagem do portal, além de ter o caso arquivado, o instrutor de surfe e a vendedora conseguiram ter a restituição do dinheiro da compra da bicicleta.

“Uma decisão antirracista no Dia dos Direitos Humanos deve ser elevada a um marco histórico e referenciada como ponto de reflexão de todos os agentes do Sistema de Justiça Criminal”, disse ao UOL o advogado do casal Bruno Sankofa.

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Relembre o caso

O instrutor de surfe negro gravou com o celular a abordagem incriminatória de furto do casal branco, Mariana Spinelli e Tomás Oliveira, em frente ao shopping do Leblon e os acusou de racismo, o que iniciou a investigação policial. Mariana teve a bicicleta elétrica furtada no mesmo bairro onde Matheus havia estacionado o seu veículo.

Na verdade, as investigações provaram que o crime foi cometido por um jovem branco chamado Igor Martins Pinheiro, 22 anos, que foi denunciado pelo Ministério Público. Ele possui 28 anotações criminais, sendo 14 por furtos a bicicletas e, quando foi preso, carregava na mochila um alicate de pressão, instrumento usado para cortar correntes.

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