Jovem foi estuprada por dois grupos diferentes, diz polícia
A adolescente de 16 anos vítima de um estupro coletivo na zona oeste do Rio teria sido vítima de abuso cometido por dois grupos diferentes; testemunhas contaram à polícia que a jovem foi estuprada em momentos diferentes, por até 12 homens; segundo as investigações, a jovem foi abusada por traficantes e, na noite do mesmo dia, foi atacada mais uma vez; o caso ganhou repercussão nacional e gerou protesto em várias cidades brasileiras, inclusive com manifestação na porta do STF; dois suspeitos continuam presos e cinco estão foragidos.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Rio 247 - A adolescente de 16 anos vítima de um estupro coletivo em uma comunidade na Zona oeste do Rio teria sido vítima de abuso cometido por dois grupos diferentes. Testemunhas contaram à polícia que a jovem foi estuprada em momentos diferentes, por até 12 homens. De acordo com as investigações, a jovem foi abusada por traficantes e, na noite do mesmo dia, foi atacada mais uma vez.
Os depoimentos mostram que, no dia do crime, a jovem saiu de um baile funk por volta das 7h, acompanhada por Raí de Souza, Lucas Perdomo e uma amiga. Eles foram para uma casa na comunidade e, por volta das 10h, os três foram embora e deixaram a adolescente sozinha. Horas depois, traficantes a encontraram desacordada e decidiram levá-la pra outra casa, chamada de abatedouro, uma espécie de motel do tráfico. Segundo a polícia, ela foi atacada à tarde e à noite por criminosos.
O traficante Moisés Camilo de Lucena carregou a adolescente para o local onde ela foi violentada. Raphael Assis Duarte, o Raí, e um outro homem, identificado como Jefinho, atacaram a jovem durante a noite. Foram eles quem gravaram as imagens divulgadas na internet. As informações foram divulgadas pelo Globo.
No início da noite dessa sexta-feira (3), Lucas Perdomo Duarte Santos deixou o complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, pois, de acordo com a delegada Cristiana Bento, não há evidências da participação de Lucas no estupro. Mas ele continua sendo investigado.
Dois suspeitos continuam presos: Raphael de Assis, que tirou uma selfie com vítima nua e desacordada, e que foi transferido na sexta para Bangu, e Raí, que está no complexo penitenciário desde quinta-feira (2). Outros cinco suspeitos estão foragidos.
Estupro coletivo
O crime do estupro chamou a atenção em nível nacional após uma jovem de 16 anos ser estuprada por 33 rapazes na zona oeste do Rio, o que gerou protesto em várias cidades brasileiras. Duas pessoas foram presas no Rio, um deles namorado da vítima.
O Senado aprovou na terça-feira (31) um projeto de lei que prevê pena mais rigorosa para os crimes de estupro praticados por duas ou mais pessoas. A proposta também tipifica o crime de estupro coletivo que, atualmente, não é previsto no Código Penal brasileiro.
Atualmente, o crime de estupro praticado por uma pessoa tem pena prevista de 6 a 10 anos de prisão. Nos casos de estupro de vulnerável, quando o crime é praticado contra uma criança de até 14 anos, a pena prevista é de até 15 anos de reclusão.
De acordo com a aprovada, se o crime seja cometido por duas ou mais pessoas, a pena será aumentada de um terço a dois terços, o que poderia totalizar até 25 anos de prisão, nos casos de estupro de vulnerável. Conforme já previsto em lei, a proposta mantém pena de 30 anos de prisão para os casos em que a vítima de estupro morrer.
O texto também prevê a criação de um dispositivo no Código Penal para punir, com dois a cinco anos de prisão, a pessoa que “oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de estupro”.
A proposta será analisada pela Câmara dos Deputados.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247