Janot pode iniciar pente fino em operações do BNDES
Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pode criar uma força-tarefa, no Rio de Janeiro, para investigar indícios de corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro que supostamente envolveram operações do BNDES no Brasil e no exterior; foco das investigações seria operações de financiamento da exportação de bens e serviços de engenharia e construção a países da África e da América Latina nos últimos dez anos
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Rio 247 - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pode criar uma força-tarefa, no Rio de Janeiro, para investigar indícios de corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro que supostamente envolveram operações do BNDES no Brasil e no exterior.
Segundo reportagem do jornal Valor Econômico desta segunda-feira, 6, o tema vem sendo discutido há meses pelo grupo de trabalho da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, com procuradores que atuam nas forças-tarefas do Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba e no Rio. O objetivo de reservar uma equipe unicamente para apurar supostos ilícitos no BNDES é centralizar os trabalhos e dar agilidade às investigações, hoje divididas em três frentes independentes: as Operações Lava-Jato, Janus e Acrônimo.
As suspeitas, afirmam investigadores, recaem principalmente sobre as operações do banco voltadas ao financiamento da exportação de bens e serviços de engenharia e construção a países da África e da América Latina, que foram realizadas ao menos nos últimos dez anos.
Segundo o Valor, os procuradores reuniram quantidade expressiva de dados entregues por delatores, além de documentos obtidos em ações de busca e apreensão e informações de quebra de sigilo bancário e fiscal de investigados relacionados ao banco. O MPF busca cooperação penal com alguns dos países que emprestaram do BNDES para ter outros detalhes dessas operações.
Entre 2007 e 2016 o BNDES foi presidido pelo economista Luciano Coutinho, durante os mandatos presidenciais de Lula e Dilma Rousseff. Em nota, a assessoria de Coutinho disse que ele sempre "forneceu todos os esclarecimentos sobre as operações efetuadas pelo BNDES durante sua gestão".
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