“Jamais diria que não há excessos”, diz juiz da Lava Jato no Rio
Magistrado que cuida dos desdobramentos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, como as que prenderam o empresário Eike Batista e o ex-governador Sérgio Cabral, Marcelo Bretas disse receber críticas "com muita cautela", mas que "jamais diria que não há excessos, que não há erros; para ele, "o juiz que trabalha para ser reconhecido é como um juiz corrupto, que trabalha para outro motivo que não a Justiça"
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Rio 247 – O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal e responsável pelos desdobramentos da Lava Jato no Rio de Janeiro, disse receber "com muita cautela" as críticas contra a operação, mas afirmou que "jamais diria que não há excessos, que não há erros".
"Juízes erram, ministros erram, desembargadores erram. Nós somos homens, o importante é que queiramos acertar", declarou, durante cerimônia na Câmara Municipal do Rio em que recebeu a Medalha de Mérito Pedro Ernesto, a mais alta homenagem do município, concedida pelo vereador Otoni de Paula.
Betras disse ontem que "o juiz que trabalha para ser reconhecido é como um juiz corrupto, que trabalha para outro motivo que não a Justiça". "Para um juiz o reconhecimento não é a meta, é bom que tenha, mas nós perseguimos a Justiça. Não pense os senhores que é simples ou fácil determinar uma medida coercitiva", destacou em seu discurso.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247