“Habitação saudável” e “telhado comestível”: a revitalização urbana do Vidigal

Projetos de assistência técnica no bairro e nas habitações propõe mais conforto e saúde para os moradores, além de economia, com as hortas urbanas. Criadores e coautores dos projetos RUA e Favela-Bairro participaram do programa “Um Tom de resistência” na TV 247. Assista

Rio de Janeiro, Vidigal, Leblon
Rio de Janeiro, Vidigal, Leblon (Foto: Bruna Prado/ MTUR)


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247 - Arquitetura e espiritualidade estiveram em pauta no programa “Um Tom de resistência” na TV 247. Autor e coautoras do “RUA”, um projeto que sugere ações de assistência técnica para a habitação de interesse social no morro do Vidigal, zona sul do Rio de Janeiro, a professora e memorialista Bárbara Nascimento, a arquiteta e doutora em saúde pública Luísa Regina Pessoa e o arquiteto Guto Graciano falaram sobre sua concepção e como está o processo de viabilização junto à comunidade. 

“O Vidigal tem a memória como resistência e a resistência como memória. O Vidigal tem talentos e uma trajetória importantíssima para a nossa cidade. É uma favela que sofreu várias ameaças de remoção. A mais perigosa delas aconteceu na década de 1970, em plena ditadura militar. Ainda assim o Vidigal resistiu, mesmo estando situado entre o Leblon e São Conrado, áreas nobres da cidade”, destacou Bárbara.

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Graciano falou sobre a ideia de revitalização da favela contida no projeto. “O projeto visa melhorias na infraestrutura implementada na comunidade pelo projeto Favela-Bairro. Ambos os projetos formam uma espécie de sinergia de enfrentamento à pandemia e à sindemia. Ou seja, o Favela-Bairro chega até a fachada da casa e o projeto RUA é da fachada para dentro, trazendo melhorias habitacionais previstas pela Lei Marielle Franco (6.614), que na nossa interpretação, é uma lei que promove bio políticas para as famílias de baixa renda, tirando essa população da mera sobrevivência em oposição às razões que deram origem à primeira favela do Brasil. Trabalhamos também com a questão do paisagismo caseiro e comestível e com o tratamento das fachadas como terapêuticas”, explicou. 

Conselheira do projeto, Luísa Regina Pessoa destacou de que forma temas como saúde, educação e segurança foram pensados na proposta. “Durante muitos anos trabalhei em mutirões em algumas favelas do Rio de Janeiro, fazendo posto de saúde. Na época chamávamos de ações integradas de saúde, que era um embrião do programa de saúde da família que temos hoje. No começo dos anos 2000 eu comecei a discutir um tema que é a habitação saudável, que é como você pode trabalhar com as pessoas da comunidade sobre dois aspectos. O primeiro é ter a sua casa própria, que a nível de saúde mental nos dá mais segurança. Sem falar na saúde física, que é ter uma casa própria saudável com ventilação, iluminação, sem umidade, sem mofo. Como eu sou da área da saúde e trabalhei muitos anos com tuberculose, com as doenças respiratórias, eu comecei a fazer esse movimento de introduzir nas discussões de melhoria das casas, esse tema da habitação saudável”, relatou Luísa.

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Ela visualiza um próximo Minha Casa, Minha Vida com “um pedaço do programa destinado a investir na melhoria das habitações das pessoas”. “Ou então, para aquelas pessoas que não têm sua casa própria, e que estão envelhecendo, adquirirem a sua casa própria. E transformarem essa sua casa própria num lugar aconchegante, saudável e onde vai entrar luz e ar, que são as coisas básicas para gente ter uma habitação. O que é importante? É água potável, é não entrar água da chuva, nem umidade, que vão gerar o mofo e a quantidade de alergias respiratórias que você tem. Então são pequenos detalhes que, junto, com toda essa discussão linda, das fachadas, do telhado verde, vão imprimindo todas as abordagens, inclusive a da saúde pública, da saúde coletiva, a esse projeto”.

“Bolsonaro é um ser das trevas”, diz o vidente e espiritualista Pedro Baldansa

O segundo bloco do programa contou com a participação de Pedro Baldansa, que trouxe o tema espiritualidade para o debate. Sensitivo, vidente e tarólogo, ele revelou que desde a infância já entrava em contato com o mundo espiritual. “A minha vida espiritual começou aos quatro anos, quando eu já conversava com espíritos de parentes falecidos que eu nem havia conhecido. Com o passar dos anos, fui gostando mais do que era diferente, oculto e místico. Com 10 anos de idade comecei a me questionar sobre as crenças vigentes, como por que eu deveria seguir o catolicismo. Muitos porquês vieram à minha mente e eu comecei a estudar a espiritualidade mais a fundo. Desde os 14 anos eu leio cartas e, de lá para cá, fiz vários cursos de aperfeiçoamento e hoje e m dia também ensino aquilo que aprendi através do meu canal no Youtube”.

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De acordo com a sua sensibilidade e vidência, Pedro classifica Jair Bolsonaro como um ser do mal e discorda de alguns religiosos e espiritualistas que o apresentam como alguém do bem e enviado por Deus. “Eu não consigo ver nenhuma energia positiva próxima a ele. Bolsonaro é um ser das trevas. Mas não é só uma questão política. Eu vejo como a energia dele representa um alto risco para o nosso país. Ele é uma pessoa do mal, que incita as pessoas ao ódio e a péssimos valores, sob a égide da defesa de valores conservadores e tradicionais. Esse povo das religiões neopentecostais que o seguem, acabam o fazendo sob a orientação desses pastores midiáticos e oportunistas. Já os ditos espiritualistas que o defendem, são pessoas que, na minha humilde opinião, não têm clarividência alguma. Eles se apropriam do termo ‘espiritualista’, alguns se dizem bruxos, ciganos, mas a gente vê que não tem nenhuma energia positiva ali. Eu diria até que nenhuma força positiva existente no universo apoiaria Bolsonaro”.

No campo das previsões, Pedro Baldansa afirma que o presidente e seus filhos começarão a ser punidos a partir de 2023 e crava que Bolsonaro será preso e condenado pelo tribunal internacional. “Eu prevejo cadeia para todos eles. Eles irão se enrolar cada vez mais com a justiça e o presidente será punido dentro e fora do Brasil e será preso. Aguardem e verão isso se concretizar. Os seus filhos, sobretudo aqueles que ainda têm mandato no parlamento, vão demorar um pouco mais para serem punidos, porque ainda terão foro privilegiado. Os primeiros na linha de punição são Bolsonaro e o seu filho, que é vereador no Rio de Janeiro. “Através das cartas, Pedro aponta o favoritismo de Lula para as próximas eleições, mas faz um alerta ao petista: “ele precisa cuidar da saúde e da sua segurança pessoal”.

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