Há provas abundantes para enquadrar Crivella como chefe do esquema de propinas, afirma desembargadora do caso

O argumento é com base nas delações do doleiro Sérgio Mizrahi, que narrou com “riqueza em detalhes” o esquema criminoso. Para ela, estes são indícios “mais do que suficientes (para a prisão)”

(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)


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247 - A desembargadora Rosa Helena Macedo Guita encaminhou um ofício ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) que alega haver “provas abundantes” para enquadrar o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), como o chefe da organização criminosa responsável por desviar verbas públicas.

O argumento é com base nas delações do doleiro Sérgio Mizrahi, que narrou com “riqueza em detalhes” o esquema criminoso. Para ela, estes são indícios “mais do que suficientes (para a prisão)”. 

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“As facilidades obtidas junto à prefeitura jamais teriam sido alcançadas se não houvesse a expressa conivência do sr. prefeito, como se tentou demonstrar naquela decisão. As estreitas ligações entre ele e aquele que foi apontado por todos como o operador financeiro do esquema criminoso, Rafael Alves, está mais do que demonstrada nos autos e no decreto de prisão”, diz, conforme reportado no Uol.

Para Guita, negar os crimes de Crivella é o mesmo que “querer fechar os olhos à realidade dos chamados crimes do ‘colarinho branco’”.

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Crivella foi preso na última terça-feira (22) por envolvimento no esquema ‘QG das propinas’, que consistia no pagamento de propina na Prefeitura do Rio.

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