Guerra do tráfico no Rio tem invasão, tiroteios, sequestro e vítimas
Tiroteios, sequestro, invasões e ao menos duas vítimas fatais foram registradas em mias e 24 horas no município do Rio de Janeiro, de acordo com autoridades. Facções criminosas disputam o controle do tráfico de drogas em algumas regiões da capital
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Agência Sputnik - A disputa por pontos do tráfico de drogas no Rio de Janeiro gerou uma nova onda de violência na capital fluminense há mais de 24 horas. Tiroteios, sequestro, invasões e ao menos duas vítimas fatais foram registradas, segundo informações das autoridades.
O principal epicentro da guerra do narcotráfico está localizado no Complexo de São Carlos, na região central do Rio, que desde a noite de quarta-feira (26) vive uma série de troca de tiros entre facções criminosas que disputam o controle do local, e a Polícia Militar.
Os episódios de violência na área do complexo, cercada pelo bairro Rio Comprido, refletiu em ações em outras partes da cidade, como um tiroteio na Lagoa (zona sul) e a morte de uma mãe enquanto protegia o filho durante uma troca de tiros. Uma família ainda foi sequestrada.
Segundo informações do G1, quatro pessoas foram feridas durante o sequestro, enquanto cinco homens foram detidos pela PM – dois no confronto da Lagoa, dois antes do sequestro, e o sequestrador.
De acordo com informações de um porta-voz da PM, o incidente na Lagoa se deu em razão de marginais terem deixado outra favela em direção ao Complexo de São Carlos, como parte de uma operação de apoio aos comparsas.
Noite e madrugada violentas
Os primeiros registros de violência no complexo da região central do Rio – que reúne as favelas da Mineira; São Carlos; Coroa; Querosene; Zinco; Fallet e Fogueteiro – se deram na noite de quarta-feira (26), com relatos de tiros e explosões de granadas.
Uma mulher acabou sendo morta durante a troca de tiros. Ana Cristina da Silva, de 25 anos, estava indo com o filho ao bar onde trabalhava quando ficou no meio do tiroteio na rua Azevedo Lima, que é um dos acessos ao São Carlos. Ela foi atingida por dois tiros de fuzil enquanto protegia a criança.
Horas mais tarde, oito bandidos em fuga da polícia invadiram um condomínio e fizeram o porteiro e uma família como reféns. O sequestro durou cinco horas, com o saldo de um suspeito morto, dois baleados, um detido e quatro foragidos.
Em entrevista ao RJ TV, da Rede Globo, um delegado da Polícia Civil que comanda as investigações queixo-se das limitações impostas pela Justiça para operações policiais nos morros do Rio, garantindo que os trabalhos de inteligência da corporação não foram surpreendidos pelos episódios das últimas 24 horas.
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