Gilmar teme financiamento do crime organizado nas eleições do Rio

O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, reiterou sua preocupação com a violência contra candidatos às eleições municipais de 2016 na Baixada Fluminense; "Temos notícia de que no Rio o sistema paralegal, paramilitar, tem tido atuação e participação efetiva no processo eleitoral. Temos preocupação que o crime organizado participe do financiamento das eleições e temos preocupação que o crime organizado se organize politicamente. Isso precisa ser objeto de preocupação de todas as autoridades", disse; em nove meses, 13 pessoas envolvidas com a política local foram assassinadas na região

Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, na cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas que serão utilizados nas eleições de outubro (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, na cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas que serão utilizados nas eleições de outubro (Wilson Dias/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)


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Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil*

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, reiterou nesta quinta-feira (8) sua preocupação com a situação de violência contra candidatos às eleições municipais de 2016 na Baixada Fluminense, onde casos de assassinatos contra políticos ocorrem com frequência. 

“Temos notícia de que no Rio o sistema paralegal, paramilitar, tem tido atuação e participação efetiva no processo eleitoral. Temos preocupação que o crime organizado participe do financiamento das eleições e temos preocupação que o crime organizado se organize politicamente. Isso precisa ser objeto de preocupação de todas as autoridades”, disse Gilmar Mendes.

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Ele deu a declaração após ser perguntado sobre a operação deflagrada na manhã desta quinta-feira pela Polícia Civil do Rio de Janeiro para prender suspeitos de envolvimento com a morte de políticos na Baixada Fluminense. Em nove meses, 13 pessoas envolvidas com a política local foram assassinadas na região.

A ação tem como base investigações da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense e conta com o apoio do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro.

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A Justiça Eleitoral já pediu apoio à Polícia Federal nas investigações desses crimes. A morte mais recente foi a do cabo eleitoral Alan Moreira, cujo corpo foi encontrado em Belford Roxo no dia 30 de agosto.

Alan foi morto depois de ter sido sequestrado com o candidato a vereador do município Alex do Gás, a esposa de Alex e mais um integrante da equipe. A esposa de Alex e outro membro da equipe acabaram sendo liberados e Alex conseguiu fugir, mas Alan foi morto.

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*Colaborou Vitor Abdala

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