Garotinho critica Paes por contrato com fundação religiosa
Deputado federal Anthony Garotinho (PR) chamou de "afronta" a resposta do prefeito Eduardo Paes (PMDB) a repórteres diante da pergunta sobre o que a prefeitura planejava para minimizar os efeitos das chuvas de verão na cidade; Paes afirmou que havia renovado o contrato com a Fundação Cacique Cobra Coral, que se apresenta na internet como uma entidade espiritual criada para intervir nos desequilíbrios provocados pelo homem na natureza
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247 - O deputado federal, Anthony Garotinho (PR-RJ), usou a tribuna da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (17) para fazer um pronunciamento contra o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o governador Sérgio Cabral, ambos do PMDB. Garotinho chamou de afronta a resposta de Paes a repórteres diante da pergunta sobre o que a prefeitura planejava para minimizar os efeitos das chuvas de verão na cidade. Paes afirmou que havia renovado o contrato com a Fundação Cacique Cobra Coral, que se apresenta na internet como uma entidade espiritual criada para intervir nos desequilíbrios provocados pelo homem na natureza.
- Hoje (nesta terça) subo indignado aqui para discursar porque isso (que o prefeito fez) é afrontar as pessoas. Seria cômico se não fosse trágico. Vou ler literalmente a resposta do prefeito: "Acabo de renovar o contrato com a Fundação Cacique Cobra Coral". Esta fundação tem poderes mentais que desviam a chuva" - alfinetou Garotinho, ressaltando que o contrato com a Fundação Cacique Cobra Coral não passou por licitação desde a época em que Cesar Maia (DEM) era prefeito do Rio.
Na sua página na internet, a Fundação Cacique Cobra Coral diz que foi fundada por Ângelo Scritori e tem a frente da entidade a filha dele, Adelaide Scritori. Ela também seria médium e incorpora o espírito do mentor Cacique Cobra Coral. Ângelo Scritori morreu, aos 104 anos, no ano de 2002. E a missão da fundação, segundo Adelaide Scritori, presidente da entidade, é "minimizar catástrofes que podem ocorrer em razão dos desequilíbrios provocados pelo homem na natureza".
Segundo Garotinho, o governador Sérgio Cabral também afirmou, com base nas previsões da Fundação Cacique Cobra Coral, que não choveria e veio a tragédia do Morro do Bumba, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, que matou 267 pessoas em abril de 2010, após fortes chuvas e desabamentos numa área que já tinha sido lixão.
- Quando houve tragédia das chuvas em Angra dos Reis (em janeiro de 2010), essa Cobra Coral garantiu que não choveria. Onde nós estamos? Elegemos um governador e um prefeito para cuidar das pessoas no período das chuvas e eles entregam sua responsabilidade dessa forma. Isso é uma falta de respeito às famílias que perderam tudo. Depois, Cabral não sabe porque é o pior governador do Brasil, porque não pode sair nas ruas - afirmou o deputado Garotinho.
Na semana passada, o líder do PR, deputado Anthony Garotinho, discursou cobrando providências do governo federal sobre os recursos que foram destinados para a Região Serrana do Rio após a maior tragédia natural do Brasil, em que morreram 911 pessoas no dia 11 de janeiro de 2011. Quase três anos após o temporal que deixou ainda quase mil desaparecidos, poucas casas, pontes e escolas foram reconstruídas pelo governo do Estado do Rio e prefeituras da região.
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