Garis de São Paulo fazem greve por vacinação contra a Covid-19: "sem vacina, sem coleta" (vídeos)

Segundo o sindicato, cerca de 2 mil funcionários foram infectados pela Covid-19 e pelo menos 50 morreram em decorrência da doença

Protesto de Garis em São Paulo
Protesto de Garis em São Paulo (Foto: Siemaco)


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Juca Guimarães, Alma Preta - Os cerca de 17.500 trabalhadores da limpeza urbana da cidade de São Paulo cobram da Prefeitura desde dezembro do ano passado a vacinação da categoria contra a Covid-19. Como não tiveram resposta até agora, nesta terça-feira (8), o Siemarco, sindicato da categoria, decidiu fazer um protesto de 24 horas com a suspensão do trabalho.

Segundo o sindicato, a maioria dos garis, cerca de 60%, é negra. Cada trabalhador cumpre uma jornada de seis dias por semana, com 44 horas por trabalho. O Siemarco estima que cerca de 2 mil funcionários foram infectados pela Covid-19 e pelo menos 50 morreram em decorrência da doença.

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 Em média, os garis responsáveis pela varrição e coleta de lixo caminham entre 7 km e 8 km. Nas rotas de coleta feita por caminhões, os trabalhadores chegam a percorrer cerca de 30 km na cidade.

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Quando era prefeito da cidade de São Paulo, em 2017, o atual governador do estado, João Doria (PSDB), vestiu um uniforme de gari e participou de um ato para promover uma campanha de limpeza urbana da cidade. Na época, o então vice-prefeito Bruno Covas (PSDB) e a atriz Regina Duarte também participaram da agenda promocional do prefeito.

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"Esses trabalhadores e trabalhadoras atuam incessantemente, inclusive nos momentos mais críticos desta grave crise de saúde pública, colocando suas vidas e de seus familiares em risco, oferecendo um serviço essencial para o controle da pandemia em toda a sociedade e contribuindo diretamente para a redução dos índices de contágio desta doença", afirma André Santos Filho, presidente do Siemaco.

Na segunda-feira (7) os representantes do sindicato se reuniram com a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico do Estado, Patrícia Ellen da Silva, para mais uma vez tentar um acordo e evitar a paralisação.

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A Prefeitura respondeu, em nota, que a abertura de novos grupos depende da chegada de novas doses de vacina, enviadas pelo Ministério da Saúde aos Estados que repassam aos municípios. Sobre a paralisação dos garis, ela informou que não foi notificada com 72 horas de antecedência e que, por ser um serviço essencial, o sindicato deveria manter em atividade "equipes necessárias para atender a população", como diz a lei.  

Ainda segundo a Prefeitura, desde março foram vacinados os trabalhadores de limpeza que atuam na área da Saúde e disse que está dialogando com o sindicato e com o Estado para ampliar a vacinação. 

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A Alma Preta Jornalismo entrou em contato com o Selur, sindicato dos donos de empresas de limpeza urbana, responsáveis pelos contratos de limpeza com as prefeituras do Estado que têm a coleta e varrição terceirizada. A reportagem questionou sobre as ações da entidade para que os trabalhadores fossem vacinados.  Até a publicação deste texto,  o Selur não se posicionou. Caso respondam, o texto será atualizado.

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