Funcionários da GM mantêm greve por reajuste salarial na fábrica de São Caetano do Sul
Categoria pede reajuste salarial e protesta contra a intenção da empresa de adiar a reposição salarial da data-base de setembro para fevereiro. Com a greve, a produção dos modelos Onix Joy, Spin e Tracker segue paralisada
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247 - O Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano informou que mais de 4 mil trabalhadores do setor produtivo da General Motors de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, mantêm a greve iniciada na última sexta-feira, por reajuste salarial e em protesto contra a intenção da empresa de adiar a reposição salarial da data-base de setembro para fevereiro. A categoria ainda denuncia que a empresa tenta reduzir direitos dos funcionários. Informou o jornal O Estado de S. Paulo.
Com a greve, a produção dos modelos Onix Joy, Spin e Tracker segue paralisada.
Ainda de acordo com a categoria, em resposta a GM informou que “está fazendo todos os esforços para chegar a um acordo que seja bom para ambas as partes”. No entanto, os trabalhadores dizem que até o momento não houve acordo.
Um mês após o retorno das atividades depois de um período de quase três meses fechada por falta de semicondutores, a categoria decidiu parar a produção. A GM tinha retornado, em apenas um turno, para realizar obras para a produção da nova picape Montana.
Nesta terça-feira (05) a Fiat em Betim (MG) deu início ao programa de suspensão de contratos para 1,8 mil funcionários por três meses. A unidade emprega 13 mil pessoas, incluindo pessoal administrativo, e produz Strada, Argo, Mobi, Uno, Grand Siena, Dobló e recentemente entrou em linha o Pulse, que será lançado este mês.
Outra montadora que está demitindo funcionários é a Renault, de São José dos Pinhais (PR). A empresa abriu na semana passada um Programa de Demissão Voluntária para 250 funcionários e colocará outros 300 em lay-off por cinco meses.
Em São Bernardo do Campo (SP), a Volkswagen suspendeu a produção por dez dias a partir do dia 27 e a empresa avalia o lay-off.
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