Funcionário público é flagrado minerando bitcoin no interior de SP

O servidor do Departamentod e Água e Esgoto de Marília (SP) responderá a um processo administrativo por furto de energia elétrica

(Foto: © Sputnik / Vladimir Astapkovich)


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Trendsbr - De acordo com a portaria 39.424 da prefeitura municipal de Marília, no estado de São Paulo, publicada na última sexta (14/5), o servidor público L. M. G. (não teve a identidade revelada), que trabalha como programador do Departamento de Água e Esgoto (Daem), está sendo acusado de usar a estrutura pública para minerar bitcoins – ato de vasculhar a internet em busca de criptomoedas avulsas.

Como mostra o documento, assinado pela corregedora geral do município Valquíria Galo Febrônio Alves, o servidor L. M. G. estaria “minerando criptomoedas na sala em que exerce suas funções no Daem, de forma ininterrupta, inclusive durante o horário de expediente, utilizando-se da energia do Daem para seus equipamentos particulares, que incluem placa de vídeo, computador e ar-condicionado portátil, que permanecia voltado para os demais aparelhos utilizados na ‘mineração’ para resfriá-los”.

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A portaria revela ainda que o acusado foi flagrado por um colega de trabalho, que é responsável pela segurança de informação da prefeitura de Marília (SP), após o horário de expediente usando os equipamentos da autarquia, inclusive acessando programas de mineração de bitcoins.

“Considerando que há fortes indícios, com provas fotográficas e documentais de que o servidor estava realizando mineração de criptomoedas durante o expediente, às custas do Daem, utilizando energia da autarquia e se enriquecendo ilicitamente […] fica instaurado processo administrativo disciplinar em face do servidor L.M.G., matrícula nº 010421, que ocupa a função de programador no Departamento de Água e Esgoto de Marília”, diz a corregedora Valquíria Galo Febrônio Alves.

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Vale dizer que o salário do servidor acusado de uso indevido da energia pública para ganho pessoal pode ser de R$ 2.115,16 a R$ 3.196,14, conforme o Portal da Transparência de Marília.

Se o processo administrativo identificar a ilegalidade, o Daem deve encaminhar a denúncia ao Ministério Público para tomar as medidas cabíveis contra o acusado do crime de furto de energia elétrica.

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