Freixo: Toffoli não pode criar barreiras para investigação do caso Marielle
A advertência do deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) foi feita após Jair Bolsonaro ser citado nas investigações sobre o assassinato de Marielle Franco. "É fundamental que o ministro não crie barreira de investigação para um caso tão relevante", afirmou. Condutas de Toffoli em relação ao clã Bolsonaro já provocaram enxurradas de críticas ao presidente do STF
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247 - O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) fez a advertência de que o ministro-presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, precisa garantir a continuidade das investigações sobre o assassinato da ex-vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL), após Jair Bolsonaro ser citado pelo porteiro do condomínio onde o ocupante do Planalto mora, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense.
"É uma denúncia gravíssima e leva a ideia de que o Bolsonaro está envolvido? É importante que a gente descubra quem estava na casa de Bolsonaro, quem autorizou que um dos assassinos de Marielle entrasse no condomínio", disse Freixo em vídeo. "Esta investigação é decisiva. Por isso, o ministro Dias Toffoli tem que autorizar esta investigação. É fundamental que o ministro não crie barreira de investigação para um caso tão relevante. É isso que a gente vai exigir. Não é uma luta do PSOL, é uma luta por justiça", acrescentou.
De acordo com revelações feitas pelo Jornal Nacional, nesta terça-feira (29), porteiro afirmou à polícia que, horas antes do assassinato, em 14 de março de 2018, Élcio de Queiroz, um dos assassinos de Marielle, entrou no local e disse que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro. O porteiro ligou para a casa de Bolsonaro. Os registros de presença da Câmara dos Deputados mostram que o então parlamentar estava em Brasília no dia.
Queiroz saiu do local com o ex-policial militar reformado Ronnie Lessa, que, segundo o Ministério Público (MP-RJ), efetuou os disparos. Lessa vivia no mesmo condomínio, mas em outra casa.
Marielle era ativista de direitos humanos e vinha denunciando a truculência policial nas favelas, bem como a existência de milícias. Os criminosos efetuaram os disparos em um lugar sem câmeras e antes haviam perseguido o carro dela por cerca de quatro quilômetros. O homicídio tem ligação com o crime organizado.
Sobre Toffoli, é bom ressaltar que o ministro se reuniu este ano com Bolsonaro e firmou o que ficou chamado de pacto dos três poderes, num encontro criticado até mesmo pode membros da comunidade jurídica.
Outro detalhe é que, segundo informações de Veja, Toffili disse que atuou para evitar impeachment de Bolsonaro. Um grupo de parlamentares tirou da gaveta um projeto que previa a implantação do parlamentarismo. Empresários do setor industrial discutiam a possibilidade de um impeachment de Bolsonaro.
Vale destacar, ainda, que Toffoli suspendeu as investigações de vários inquéritos no País e um dos beneficiados foi o senador FLávio Bolsonaro (PSL-RJ), envolvido em movimentações atípicas e milionárias. Segundo investigações da Polícia Civil do Rio, trata-se de esquema de lavagem de dinheiro que ocorria na Assembleia Legislativa do Rio quando o filho de Jair Bolsonaro era deputado estadual. Fabrício Queiroz, que assessorava o parlamentar, movimentou R$ 7 mihões em de 2014 a 2017, de acordo com relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
O presidente do STF argumentou que órgãos como Receita e Coaf precisam de autorização judicial para o compartilhamento de dados.
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