Folha: pesquisa mostra que, sem Alckmin na disputa pelo governo de SP, esquerda é quem mais se beneficia
O jornalista Fábio Zanini afirma que o cenário revelado pelo Datafolha deve fortalecer a articulação para Alckmin compor a chapa presidencial com Lula, que venceria no primeiro turno se as eleições fossem hoje
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247 - Análise do jornalista Fábio Zanini sobre a mais recente pesquisa Datafolha mostra que a retirada da candidatura de Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo beneficia a esquerda. O texto do jornalista foi publicado na Folha de S. Paulo este domingo.
"O ex-governador Geraldo Alckmin, recém-saído do PSDB, tornou-se o maior protagonista da corrida estadual em São Paulo”, pontuou.
Com 28% das intenções de voto, Alckmin tem uma fvantagem de nove pontos percentuais sobre o segundo colocado, Fernando Haddad (PT).
Segundo Zanini, as indicações iniciais são de que o ex-governador é quem se posiciona com mais força no eleitorado cativo dos tucanos no estado, mesmo tendo deixado o partido.
O candidato oficial do PSDB, Rodrigo Garcia, chega a no máximo 8%, embora a comparação com Alckmin seja imperfeita, dado que não foi simulado cenário com a presença do ex-governador e do atual vice.
Além disso, embora o índice de rejeição do ex-governador, de 35%, não seja pequeno, está longe de ser proibitivo para uma vitória em segundo turno. É o mesmo patamar, estatisticamente, que o de Haddad, com 34% de rejeição.
O levantamento mostra que, sem Alckmin na disputa estadual, quem se beneficia mais são os candidatos de esquerda.
Sem Alckmin, Haddad passa de 19% para 28% das intenções de voto. Márcio França (PSB), ex-vice do ex-tucano, sobe de 13% para 19% em um cenário e 28% em outro. Até Guilherme Boulos (PSOL) se beneficia, passando de 10% para até 18%.
Uma das revelações da pesquisa ilustra bem o impacto da saída de Alckmin da disputa. Sem sua presença, 30% dos que votariam nele para governador optam por Haddad, e 19% por França. Garcia aparece em terceiro lugar, herdando 13% do apoio deste grupo.
Esse cenário fortalece a articulação para que o ex-governador seja candidato a vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva, líder disparado das pesquisas para presidente e que venceria no primeiro turno, se as eleições fossem hoje.
"Isso deve impulsionar na esquerda a negociação para que o ex-governador se alie a Lula, suavizando a rejeição que alguns setores mantêm à junção dos dois antigos adversários do segundo turno presidencial de 2006", conclui o jornalista.
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