Fifa diz que "confia no comportamento" da Match
Em nota, a Fifa lembrou a parceria comercial de 30 anos com os irmãos mexicanos Jaime e Enrique Byrom, principais acionistas da Match, autorizada pela entidade a vender ingressos e pacotes de hospedagem; "Com base na experiência adquirida ao longo de quase 30 anos de colaboração com a Byrom plc., a Fifa confia no comportamento comercial leal e respeitável da Byrom plc., de seus funcionários e diretores e está confiante de que uma avaliação de todos os fatos e conceitos vai exonerar de culpa os funcionários e diretores de Byrom plc."
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Rio 247 – A Fifa defendeu, neste final de semana, a Match Services, envolvida no escândalo conhecido como a Máfia do Ingressos. A entidade máxima do futebol disse ter há muitos anos uma parceria com a empresa e acreditar na inocência dos seus diretores, como Raymond Whelan, foragido deste a última quinta-feira (10). A Macth foi autorizada pela Fifa a vender pacotes de hospedagem e ingressos para a Copa do Mundo.
Em nota, a Fifa lembrou a parceria comercial de 30 anos com os irmãos mexicanos Jaime e Enrique Byrom, principais acionistas da empresa, e afirmou confiar na organização. "Com base na experiência adquirida ao longo de quase 30 anos de colaboração com a Byrom plc., a Fifa confia no comportamento comercial leal e respeitável da Byrom plc., de seus funcionários e diretores e está confiante de que uma avaliação de todos os fatos e conceitos vai exonerar de culpa os funcionários e diretores de Byrom plc.", disse o texto.
A Máfia dos Ingressos ficou conhecida após a Polícia Civil do Rio de Janeiro descobrir um esquema de venda ilegal de ingressos para o torneio. De acordo com as investigações, a quadrilha faturava até R$ 1 milhão por jogo. Um ingresso chegava a custar, por exemplo, R$ 35 mil. O grupo atuou em outras quatro Copas e faturado até R$ 200 milhões a cada torneio.
De acordo com a nota, "a Fifa está totalmente empenhada em combater qualquer forma de atividade ilegal envolvendo ingressos da Copa do Mundo, a fim de assegurar uma divisão e preços justos de ingressos para o benefício dos fãs de futebol ao redor do mundo".
Polícia quer evitar "táticas" da Fifa
A polícia desconfia que a Fifa tem como estratégia não prestar esclarecimentos sobre o caso para que todos os envolvidos possam deixar o País e voltarem para a Suíça, sede da entidade, onde a lei brasileira não poderia ser aplicada. "Por isso precisamos do máximo de informações para evitar que as pessoas deixem o País sem responder às perguntas da Justiça", afirmou Fernando Veloso, chefe da polícia civil do Rio.
A porta-voz da Fifa Délia Fischer disse novamente, neste domingo (13), no Maracanã, que a entidade se pronunciará apenas quando receber informações concretas da polícia.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247