Feministas protestam em São Paulo contra projeto de abstinência sexual
Ato em frente à Câmara Municipal contesta projeto de lei que propõe criar a “Semana Escolhi Esperar” nas escolas
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247 - Grupos feministas realizaram um ato em São Paulo, em frente à Câmara Municipal, contra um projeto de lei (PL) que visa promover a abstinência sexual entre os adolescentes, na última terça-feira (06). O PL propõe criar a “Semana Escolhi Esperar” nas escolas com atividades focadas na prevenção à gravidez precoce. A principal crítica ao PL é a relação do cunho religioso na criação de uma política pública. Este foi o segundo ato organizado por movimentos feministas contra a iniciativa que tramita na Câmara Municipal de São Paulo desde 2019.
Segundo informações de O Globo, o primeiro ocorreu no dia 17 de junho, quando o projeto entrou na pauta do dia após passar pelas comissões de Constituição e Justiça e Saúde.
De acordo com as organizadoras do ato, o projeto está fortemente ligado aos interesses religiosos e não à educação e à saúde dos jovens.O protesto foi inspirado no livro O Conto da Aia, em que as personagens existem exclusivamente para procriar e não possuem direito de escolha sobre seus corpos.
Segundo Tabata Tesser, ativista da organização Católicas pelo Direito de Decidir, o projeto de lei, assim como no livro, propõe a dominação do Estado sobre os corpos de meninas e mulheres.
“O projeto visa à dominação pelo Estado e por meio de políticas fundamentalistas que violam o Estado Laico, condenando a sexualidade e os corpos das mulheres a uma ordem. As mulheres foram na frente da Câmara Municipal dizer que não vão aceitar essa castidade forçada como política pública”, afirmou Tabata.
De autoria do vereador Rinaldi Digilio (PSL), o projeto de lei busca criar a “Semana Escolhi Esperar” nas escolas, com palestras e atividades voltadas a promover a abstinência sexual como forma de prevenir a gravidez precoce.
O nome da proposta faz referência a um movimento mundial conservador que incentiva adolescentes e jovens a terem a primeira relação sexual somente após o casamento.
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