Família agredida por PMs no ABC será incluída em programa de proteção

Casa da família foi alvejada por tiros três dias após denúncia de agressão registrada na Corregedoria da PM. Ninguém ficou ferido, mas atirador fez ameaça: “vai morrer todo mundo”

(Foto: Reprodução/TV Globo)


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247 -  A Ouvidoria da Polícia pediu nesta terça-feira (31) à Polícia Civil que sugira ao Ministério Público (MP) a inclusão da família agredida na última sexta (27) por policiais militares no Programa de Proteção a Testemunhas e Vítimas. A família teve a casa alvejada por cinco tiros na segunda-feira (30), três dias após denunciarem à Corregedoria da PM, uma abordagem violenta de policiais militares em Santo André (SP). 

A família relatou em reportagem do G1,  que os atiradores estavam numa moto e num carro e um deles fez ameaças: "Vai morrer todo mundo". Apesar de ninguém ter sido ferido, a Ouvidoria da Polícia, órgão que recebe denúncias sobre a atividade policial, decidiu tomar providências para tentar garantir a segurança da família.

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"Considerando a gravidade dos acontecimentos que se deram após os fatos, sugerimos que seja proposto ao Ministério Público que as vítimas sejam inseridas no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas ameaçadas", disse o ouvidor Elizeu Soares Lopes. 

A Justiça Militar prendeu preventivamente, no sábado (28), os quatro PMs que aparecem nos vídeos dando socos e chutes em quatro vítimas. Outros três agentes estão afastados. 

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Agressão

Segundo testemunhas, a confusão aconteceu quando um dos membros da família, um jovem de 19 anos, foi abordado pela PM. Ele estava na frente de casa, mas sem documentos. O jovem alega que foi chamado de "vagabundo" por um policial e que tomou um murro no rosto ao pedir respeito.

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Nos vídeos que circulam nas redes sociais, os PMs aparecem usando uma arma de choque para imobilizar o jovem. Depois o algemam e o levam preso para a delegacia sob a acusação de desacato e resistência à prisão. 

Um parente que saiu em defesa do jovem foi atingido com um mata-leão (golpe proibido pela PM). Outras duas mulheres da família relataram que foram ofendidas pelos PMs.

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